{arquivo}Quem chegou no início da tarde desta terça-feira, em João Pessoa, em dia meio nublado nesta parte do Nordeste brasileiro, foi o ex – Ministro da Casa Civil, José Dirceu, com agenda marcada para às 19 horas, na Câmara Municipal, quando falará sobre a conjuntura do Brasil nos últimos tempos passando pelo processo denominado de Mensalão, onde foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal de forma implacável, à lá os tempos da Inquisição onde só valia a punição.
O homem e estrategista mais importante do Partido dos Trabalhadores, depois de Luiz Inácio Lula da Silva, está em périplo pelo País afora chamando para o debate todos, sem exceção, que queiram se aprofundar sobre as minúcias do Mensalão onde, um dos mais importantes cabedais da doutrina jurídica – a Prova como fator determinante – acabou destroçado pelo ímpeto da condenação.
Penso que não é fácil para um líder político amado e odiado como ele encarar sem crise pessoal a cena contemporânea vendo o PT comemorar 10 anos de Governo no Poder do Pais sem a menção sequer de seu nome e de outros presidentes e petistas importantes, como José Genoino, embora ambos estivessem presentes ao encontro comemorativo em São Paulo.
Antes de qualquer juízo de valor, cremos ser importante reafirmar que nosso conceito sobre Zé Dirceu se mantém inabalável em favor do entendimento de punição implacável sem provas porque fui um dos que teve acesso ao conjunto de milhares de peças tratando do Mensalão, sobretudo na parte referida ao ex-ministro, atestando que inexiste qualquer prova cabal, nenhuma prova, a incriminar o líder petista. Mesmo assim, a pressão da Grande Midia fez o STF e parte de seus ministros reféns da inquisição.
Nesta terça-feira, portanto, Zé Dirceu vai estar na capital paraibana aberto para debater com quem quer que seja, até mesmo seus inimigos ocultos escondidos no ódio de ver o PT governar o Pais, como vindita de tantas criticas que um dia o próprio ex-ministro e o Partido dos trabalhadores fizeram contra tantas figuras e estruturas nacionais.
É como se fosse fundamental agora o troco com juros e correção monetária.
Na prática, Zé Dirceu chega com a convicção do seu papel histórico, certamente ressentido pela perseguição implacável da Grande Midia, mas disposto a seguir até o ultimo momento da vida com seu compromisso de contribuir para a construção de Brasil menos desigual, encurtando as disparidades regionais e sociais, algo que tem contribuído mesmo à base de muita dor.
Quando um dia tudo passar, então será possível entender porque a Militância do PT – Milhões no Pais, não o deixam sozinho por compreender seu papel e sua decisiva performance como transformador das políticas sócio – econômicas do Brasil.
ÚLTIMA
“Se alguém tem de fazer por mim/
Que faça agora…”