{arquivo}A primeira sedução em qualquer nível fica para sempre no juízo de quem quer seja. Esta tese, enquanto avaliação conjuntural, bem se aplica à Presidenta Dilma Rousseff durante sua primeira viagem à Paraíba, correndo riscos de enfrentar protestos, mas que com habilidade dela e sua equipe transformou tudo em tempo de aplausos desmedidos, relações bem resolvidas e de aprovação mesmo.
Durante as cinco horas que passou em João Pessoa, capital do Estado da Paraiba, ela desmontou uma “bombinha” ao receber os endividados do BNB querendo anistia ou forma de solução às suas dividas – e ele ficou de estudar, bem como se encontrou com a Assembléia Legislativa na pessoa do presidente Ricardo Marcelo e demais parlamentares acatando importante documento denominado de SOS SECA – algo que ela, com juízo que tem, precisa levar muito a sério porque não há mais como conviver com migalhas diante de estiagens previsíveis.
Antes, se faz importante evidenciar a capacidade dela conviver com diferenças de estilos entre os lideres políticos da Paraíba, tanto que está admitindo novos investimentos independentemente de partido ou postura de cada administrador, mas seu forte no momento é abrigar a importância dos parceiros sem desprezar o dialogo com a sociedade na ponta, sobretudo com as mulheres e os mais humildes – todos a maioria do nosso universo de cidadania e de vida eleitoral.
Aliás, Dilma faltou à lição sobre estiagem – a de anunciar medidas concretas, vastas, amplas para a atenuação e/ou solução para este sério problema previsível. Na capital do estado, ela não tratou como deveria deste assunto frustrando quem esperava dela o desencadeamento de uma série de determinações ao seu conjunto de Ministro.
Dilma, talvez não seja instruída em esmiuçar, que dispomos de um INSA (Instituto do Semiárido) criado por Lula exatamente para apontar alternativas de solução à estiagem, da mesma forma que não adianta mais tratar a estiagem com estratégia contra a seca, no caso o DNOCS porque, ao contrário, o tempo é de adaptação e de auto sustentação diante da realidade posta, nunca querendo negar ou enfrentar a sazonalidade da chuva.
Faltou algo do tipo PAC DO SEMI-ÁRIDO, instrumento macro – estruturante que envolva uma grande política com decisão do Governo Federal para tirar da cena e dos olhos do Pais as dores produzidas pela Seca. Se ela não fizer, Eduardo Campos como pré-candidato ou até mesmo Aécio Neves assessorados por tucanos nordestinos vão propor à sociedade dos 9 estados algo que contemple definitivamente o Semi-árido na lista das priopridades, como se dá com o Combate à Pobreza.
Mas, no conjunto, Dilma saiu de João Pessoa revigorada, animada e convicta de que tem popularidade e carinho dos paraibanos, algo que as pesquisas já apontam, mas no contato direto nem sempre é do mesmo jeito.
Dilma saiu da cidade, se depender da Paraiba, como imbatível a dados de hoje para a reeleição na Presidência da República.
ÚLTIMA
“Mas dr uma esmola/ para um homem que é são/
Ou lhe mata de vergonha/ ou vicia o cidadão…”