A força do bairro da Torre no Carnaval

{arquivo}RECIFE – O resultado das agremiações carnavalescas de João Pessoa anunciado ontem dando o titulo de campeões à Escola de Samba Malandros do Morro, grupo de orquestras Tiradentes e à tribo Africanos significa dizer claramente que tudo isto significa a força real do bairro da Torre ao longo do Carnaval Tradição de todos os tempos. Tudo bem que, a tribo Africanos está hoje no Rangel, mas a essência está mesmo nos tempos em que Pelé, seu fundador, saia das ruas torrelandenses.

O multimídia Cardivando de Oliveira é testemunha ao mesmo co-participe de toda essa história de envolvimento carnavalesco da Torre, não só quando sempre foi um dos radialistas mais envolvidos com essa manifestação tanto que até hoje produz carnaval defronte à sua residência, no bairro, mas também como ex-presidente da Federação Carnavalesca.

Se reparar direito, tudo é fruto da abnegação de personalidades às vezes anônimas que se dedicam o ano inteiro a promover articulações das pessoas e da comunidade visando este sonho tão presente quanto é levar o titulo para sua agremiação.

Neste particular, a Torre é berço de grandes homens e mulheres envolvidos com a cultura carnavalesca. Ainda hoje lembro que Dona Inácia, comandante da tribo “Pele Vermelha” – segundo lugar neste ano, quando ela saia em nosso bairro até mudar seu endereço para o Rangel, de onde empresta sua energia querendo ver seu grupo ser campeão.

No caso dos Bandeirantes, a rua Aragão e Melo e a imagem de Seu Vinicius, na Torre, ainda vivem na memória de quem conhece a história do carnaval pessoense. Beto, um de seus filhos, tem herdado a missão de levar a agremiação a se manter no TOP da representação do frevo bem tocado e, sobretudo, bem dançado.

{arquivo}Nessa escala de valores, teremos que reverenciar todos os carnavalescos do bairro, especialmente da Malandros do Morro, cuja diretoria atual conquistou o bi-campeonato e isto significa capacidade de colocar na Avenida uma escola com atratividade à altura do Corpo de Jurados.

Tudo isto, entretanto, não me tira do juízo a necessidade premente de que se constitua um projeto em sintonia com a Prefeitura de João Pessoa e organismos ligados à gestão para efetivamente melhorar o padrão de qualidade das agremaições gerando sua auto-sustentação, antigo sonho dos que fazem o Carnaval.

A Torre, em síntese, é a essência de uma história reluzente sem a qual o carnaval seria menor. Mas, se o tempo é de conquistas, a hora é de comemorações.

Viva a Torrelândia!

O NOME DA MALANDROS

Quem contou o que vou dizer agora foi o imortal menestrel Livardo Alves, o mais influente cantor e compositor carnavalesco a partir da Torre: A existência da escola começou com um grupo de jovens, em 1957, quando do filme “Carnaval de Fogo” com Oscarito, Grande Otelo, etc.

Eles saíram para o bar da Rua Rui Barbosa com a Feliciano Dourado, onde discutiram a criação da troça, como se dizia à época, transformada em escola de samba.

Estavam Paulo Rozendo (um dos maiores nomes do Rádio paraibano, in memorian), Gilberto do Cartório, Orlando (ex-presidente), Ivan, etc e dois negros de nome Severino e Antonio Cândido (este último ex-presidente na sequência).

Lá para as tantas, um deles saltou de lá e disse: “sugiro que o nome seja Malandros do Morro”. Eles se entreolharam e aprovaram.

Quem deu a sugestão aprovada foi Severino Cândido, meu avô.

Por essas e outras tenho muito orgulho de ver a Malandros brilhar. Um dia, quando ela quiser, quando seus dirigentes quiserem, poderei ser útil como voluntário para dar uma contribuição efetiva ao significado da escola.

UMAS & OUTRAS

…Estive ontem assistindo ao show especial de Zé Manoel no Pátio São Pedro.

…Depois, vimos a Noite dos Tambores Silenciosos – uma manifestação riquíssima culturalmente, sobretudo pela elevação dos valores da Negritude, seu passado, seu presente em busca de paz e qualidade de vida.

…Emocionei-me muito ao lado do Maracatu “Estrela de Ouro”, de Olinda, me ofertando um presente extraordinário, que agora não posso contar.

…Muito obrigado, obrigado mesmo!

ÚLTIMA
“Não posso distinguir aquele azul/
Não era do céu, nem era do mar…”

 

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