{arquivo}Há dias, via Redes de TV, o governador Ricardo Coutinho ocupa espaços com pronunciamento oficial reproduzindo o discurso que atraiu R$ 1,5 bi, pagou o 14º e 15º para a educação e o fará para milhares de família, diz que a Paraíba é o Estado com maior desempenho na contratação de empregos formais, já entregou 800 KM de rodovias asfaltadas, reduziu a violência e vai inaugurar em breve o Centro de Convenções.
Aliás, ao final dessa exposição de dados, afirma que precisou contrariar interesses em nome do bem público, em sutil e direta menção à classe política mesmo sem citar um único nome político.
A síntese de tudo, na ótica do governador, é de que a Paraíba vive a performance econômica e social há anos devida à população, como a querer intuir que há uma situação de paraíso em curso.
Antes de mais nada, é preciso checar os números, ir às fontes oficiais para constatar (ou não) tantas conquistas, embora a palavra de uma autoridade do governador mereça fé de oficio.
Só que precisamos analisar os dados de Ricardo dentro de um contexto econômico e social mais profundo passando pelo PIB (nossa riqueza), Indice de Desenvolvimento Humano, Mortalidade Infantil, combate ao analfabetismo, a grandes chagas como o Crack – neste ultimo caso nem vou levar em conta porque os governos estão perdendo feio para o tráfico – tomando por base os demais estados do Nordeste, especialmente os de tamanho e desempenho parecido ao nosso, a exemplo do vizinho Rio Grande do Norte.
Sinceramente, precisamos saber como o Estado anda na prática sendo um indutor forte na nossa economia e na formulação de políticas para estimular o consumo interno e, mais do que isso, identificar novas vocações econômicas para os cidadãos deste Estado porque há uma grave e perigosa concentração de investimentos na Grande João Pessoa.
Para se ter uma idéia: o governador se vangloria de atrair R$ 1,5 bilhão mas, no campo das comparações, por exemplo, isto significa menos do que a FIAT está investindo em uma nova planta no Brasil.
Outro dia, a Revista NORDESTE trouxe levantamento segundo o qual o estado do Maranhão projeta para os próximos 10 anos investimentos na ordem de R$ 100 Bilhões.
Não há duvidas de que de fato, o programa das Estradas tem produzido conquistas importantes para pequenos municípios e até regiões, da mesma forma que há um esforço de superação dos índices de violência e assaltos a bancos, entretanto, esses dados dentro de uma conjuntura macro – econômica e social, se comparado aos vizinhos, pode induzir a uma tentativa real de acerto do governador mas ainda é tímido o saldo de uma gestão que, em campanha, prometeu fazer a Paraiba avançar 40 anos em 4 – e isto não está se efetivando.
TOM DE GUERRA
Pelas palavras proferidas pelo governador, ele vai continuar insistindo em não negociar com a classe política a cessão de recursos parta projetos, através dela, e em sendo assim insistirá em se manter no confronto que já rendeu muitos desgastes.
Dias atrás, ele mandou um recado à classe política de que se quiserem tirá-lo do cargo ou torná-lo inelegível em 2014 ele vai acionar uma “mala preta” que diz ter contra os deputados – e isto só atiça e aguça a vontade dos políticos de apeá-lo.
De qualquer forma, se faz importante respeitar a vontade popular e os princípios legais, mas que Ricardo adora viver em guerra disso ninguém duvida. Pior (para ele) é que seu desgaste tem ultrapassado o segmento público e político.
Em síntese, o governador demonstra esforço e dedicação para mostrar resultado, mas o tamanho do saldo é infinitamente inferior ao prometido.
UMAS & OUTRAS
…O governador RC está no Exterior, portanto, não participou de nenhuma das posses no seu Estado. Um dia isso pode lhe fazer falta.
…Nenhum representante do Governo esteve na posse de Cartaxo.
…O prefeito empossado Luciano Cartaxo produziu discurso longo, profundo e com clareza de objetivos. Sua equipe precisa se advertir de que ele vai cobrar pra valer.
…Num momento do discurso, ele exaltou a sua conduta em favor da liberdade de imprensa. E tem gente (autoridade) que amordace a Imprensa paraibana? Ficou no ar.
… Herbert Viana ficou muito empolgado com as idéias e conversas que tivemos no Reveillon.
ÚLTIMA
“ O olho que existe/ é o que vê…”