{arquivo}As últimas decisões na Câmara Municipal de João Pessoa, da mesma forma que o recrudescimento nas relações do Governo do Estado com a Assembléia Legislativa e nesse patamar o conflito entre Procuradores do Estado e Executivo mostram por A mais B, que o personagem Mocidade, dos anos 60, bem que tinha razão ao apregoar que o “Governo é mesmo pra sofrer”.
Se bem que, em boa parte das crises citadas, a motivação dos problemas está no relacionamento, na forma de tratar ao outrem, sobretudo, a partir do jeito que o governador Ricardo Coutinho cuida destas questões.
Particularmente, nem eu nem ninguém pode abstrair da realidade o esforço positivo que ele faz para cuidar do equilíbrio fiscal e de ações concretas de infraestrutura, sobretudo no Interior do Estado, entretanto, a forma beligerante com que ele trata as relações termina azedando tudo e, pior, construindo caminho sem volta, como se dá diante de muitos deputados estaduais.
Agora mesmo, no final do exercício de Luciano Agra, vereadores da Bancada Governista, a exemplo de Fernando Milanez, criaram uma zoada enorme “temendo” desvios na operação elaborada pelo Jurídico da PMJP visando remanejar – e não desviar – recursos da Outorga visando contabilizar as contas da Prefeitura, no mesmo nível, guardadas as proporções, que fez e faz a Presidência da República.
A conta é simples de entender: o Governo municipal abrigou perda expressiva na arrecadação própria e no repasse do FPM dos últimos meses, na medida em que registra no Fundo especial gerado da Outorga as condições de poder operar a movimentação de recursos para atender as demandas da Prefeitura.
Nesta questão não há nada a temer, nem muito menos espaços para demagogia barata, sem sentido.{arquivo}
Na verdade, Agra só enfrentou este revés porque está no final de Governo. Duvido, mas duvido mesmo que ela teria perdido essa votação em pleno exercício do Poder, entretanto esse é outro aspecto do enredo.
Em síntese, como repetia Mocidade e os meninos do bairro da Torre, “Governo é mesmo pra sofrer”.
ÚLTIMA
“Ei você ai/ me dá um dinheiro ai/
Me dá um dinheiro ai/
Não vai dar/ não vai dar não/
Você vai ver a grande confusão…”