Por que Pernambuco dispara e nós, não

{arquivo}Aposto o que quiserem, onde for: nesta segunda-feira de véspera do Natal, nenhuma das principais lideranças políticas da Paraiba teve alguma atividade relevante no exercício do cargo, em qualquer dos Poderes. Tudo bem, todos concordam, mas em Pernambuco – aqui ao lado – a historia é diferente porque mesmo em tempo de feriado, os lideres pernambucos agem com resultados.

O fato que passo a narrar já é de conhecimento dos pernambucanos, mas os demais cidadãos brasileiros precisam saber: sob a chancela do governador Eduardo Campos, em plena segunda-feira, no Centro de Convenções, em Olinda, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, assinou termos de compromisso para o Ramal do Agreste e a construção das barragens de Igarapeba e de Barra de Guabiraba, em Pernambuco. Também foram anunciados os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC Equipamentos no estado.

Na prática – atentem senhoras e senhores – o Ramal do Agreste contará com R$ 1,3 bilhão de investimento. Localizado nos municípios de Sertânia e Arcoverde, ambos no Sertão do estado, o empreendimento terá 70 km de extensão e atenderá ao Vale do Ipojuca, na região do Agreste pernambucano. É um projeto de infraestrutura que vai levar água para a população de 61 municípios. A adutora deriva do Eixo Leste do Rio São Francisco é uma obra complementar do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Mas não param por aqui: as duas barragens custarão R$ 160 milhões e fazem parte do PAC Prevenção. A barragem de Igarapeba terá capacidade para comportar 68,25 milhões de m³ e irá complementar o sistema de contenção de enchentes em implantação no Rio Una, beneficiando 170 mil habitantes da Mata Sul.

Neste contexto tem uma ação que a gente pensa se voltar para o Brejo paraibano, mas é só mera coincidência , porque a barragem de Barra de Guarabira, no Rio Sirinhaém, terá capacidade de reservar 17 milhões de m³ e atenderá 150 mil habitantes de Barra de Guabiraba, Cortês, Ribeirão Gameleira, Joaquim Nabuco e Sirinhaém. As duas novas barragens fazem parte do complexo de obras de contenção iniciado com as barragens de Serro Azul, Gatos e Panelas, ambas em Pernambuco.


Meu Deus do céu, nos explique antes do fim: por que as coisas funcionam em Pernambuco e não têm chances de concretizar como preciso tantos projetos de desenvolvimento a carecer articulação de captação e estruturação externa.


Cá pra nós, dá uma vontade de não aceitar essa realidade desproporcional, mas enquanto houve tempo para aguardar, assim procederemos.

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