{arquivo}O Brasil chega ao final do ano, a partir dos festejos religiosos em torno do Natal, como referência ao nascimento do Cristo, reproduzindo muitas reflexões de futuro, mas indiscutivelmente com um saldo positivo no contexto macro da economia, se comparado a outros Continentes, apresentando ainda decisões importantes, inclusive na vida das pessoas, embora no geral 2012 tenha produzido retração econômica. No âmbito da Paraíba, não avançamos como pretendemos, nem fomos o caos na forma que a crise política acentua.
Os fatos mais importantes, além das medidas para conter os efeitos da crise externa, passam pela consolidação serena da democracia no País ao ir às urnas elegendo seus dirigentes municipais. Nesse particular, o saldo exposto pelo TSE aponta que o combatido PT cresceu (menos no Nordeste) chegando à conquista da mais importante prefeitura da América do Sul, São Paulo. No contexto, registre-se o crescimento do PSB e a manutenção do PMDB como partido de extensão territorial. Se tudo isso é verdade, houve redução de força do PSDB e de lideres como Serra e Alkmin.
Além do titulo mundial do Corintão – mesmo em São Paulo torça pelo Santos – 2012 mostrou no bojo da vida nacional uma estratégia espetacular entre os Poderosos do Capital internacional e setores da elite brasileira chancelada por grandes veículos nacionais querendo extirpar de vez da cena política o PT, alguns de seus dirigentes, a exemplo de Zé Dirceu, e do maior líder socialista das Américas, Luiz Inácio Lula da Silva.
O palco e as circunstâncias se deram no STF e a quebra contestável de paradigmas do Direito consolidados no âmbito das sociedades em nível internacional para alijar o PT, Zé Dirceu e companhia da influência na relação com a sociedade nacional. São forças que morrem de ódio ao verem as políticas de Dilma Rousseff darem certo.
Mas, 2013 se ensaia, esperando todos, que a vida melhore porque para muitos 2012 foi muito restritivo, ruim mesmo.
Então que venha o Ano Novo para permitir consertos e avanços em favor da brasilidade que somos.
NORDESTE: TRATAMENTO AQUÉM
{arquivo}Nos 9 estados, quem mais faturou para dentro e fora foi o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Saiu fortalecido pelo resultado micro municipal de Recife e, mais ainda, do PSB em nível nacional mesmo tendo a vitoria de Cid Gomes sobre o PT em Fortaleza ter sido fator importante no contexto.
Mas, pelo que se presume, apesar de todos os esforços do Governo Dilma é que em 2012 as ações federais registraram decréscimo a partir da paralisação das obras do São Francisco, o tratamento não à altura aos efeitos da estiagem no semi-árido, a ausência da presidenta Dilma no estados – alguns, como a Paraiba, sem que ela até agora tenha colocado os pés.
Talvez a influencia de tantos assessores do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina tenha gerado uma forma distante de conviver e tratar o Nordeste, certamente porque inevitavelmente sempre se compara com a fase de Lula – este, sim, um conhecedor nato da necessidade de investir nos 9 estados para tentar reduzir as desigualdades regionais gritantes.
Nem com o Pré-Sal, Dilma conseguiu chegar perto do Nordeste. Ao contrário, deixou-se influir pela força política do Rio e cedeu a partilha da forma mais desigual possível.
Mas ainda há tempo de superar.
NOSSO RECANTO
Do ponto-de-vista da relação Governos e sociedade, 2012 apresentou novidades, a exemplo da eleição de Luciano Cartaxo a partir da construção de uma liderança chamada Luciano Agra, responsável com outras forças políticas pela derrota do governador Ricardo Coutinho em sua principal base aliada.
Aliás, o governador saiu do embate municipal muito aquém do que um ele foi. Amargou resultados indigestos em muitos municípios.
Do ponto-de-vista administrativo, ele apresentou um saldo de ações que impactam mais no Interior do Estado do que nos grandes centros urbanos, a partir das estradas / rodovias inaugurando nova fase de inter-ligação entre muitas cidades. Não mergulho na autoria original das ações e recursos, até porque a execução é do governador.
Em síntese, há dados positivos, sim, em torno da gestão de Ricardo.
Mesmo com este saldo positivo, especifico, Ricardo chega ao final do ano, em pleno Natal, enfrentando crises de proporções inimagináveis podendo afetar seu mandato. É de seu estilo, daí vai pagar o preço de uma beligerância desnecessária. Ou rever essa cultura de guerra sem fim ou pode atrair malefícios incomuns.
Só que a Paraiba precisa sair desse ciclo de crises – tomara que haja condições para tal em 2013.
ÚLTIMA
“Já faz tempo que dormi/
Mas o meu Papai Noel não vem…”