{arquivo}O governador Ricardo Coutinho fez uma revelação impactante nesta segunda-feira ao admitir pela primeira vez que o aparato de segurança do Nordeste – diga-se da Paraiba, também – não está preparada para enfrentar o crime organizado. Esta é uma confissão difícil de ser assimilada, mas é verdadeira, porque parte de um governante que em fase de campanha garantia aos quatro cantos resolver o problema da violência em alguns meses de mandato.
A confissão do governador significa reconhecer também que o crime organizado atuante no Sudeste resolveu invadir os estados nordestinos nos últimos anos, cuja migração deixou o aparato de segurança em desvantagem.
Mas, mais do que isso o governador mesmo com seus esforços para atenuar o problema não admite algo que é doloroso e inaceitável na conjuntura, que é o envolvimento de policiais civil e militares com bandidagem. Isto mesmo: as duas policiais, infelizmente dispõe de pessoas fazendo a conexão com o crime.
Leiamos o que disse Ricardo e publicado no WSCOM “É preciso compreender que com o Brasil cada vez globalizado, aquele crime organizado que tinha uma experiência longa na década de 1990 no Sudeste, subiu para o Nordeste e encontrou talvez a região despreparada para este tipo de enfrentamento”, disse.
Seja com for, só na prática o líder o PSB está precisando conviver com a máxima de que, uma coisa é governo, outra é discurso em campanha – onde tudo é possível dizer, inclusive prometer sem condições de concretização.
Não se trata aqui de transformar o governador da Paraiba em saco de pancada diante deste grave problema, mas está provado que o aparato governamental está perdendo terreno para o crime.
Só que se faz indispensável reagir muito, já, antes de ontem.