{arquivo}Ao longo da vida, um dos valores que mais me fez admirador de Campina Grande sempre foi a disposição de luta de seus filhos e filhas na defesa intransigente de muitas conquistas e metas voltadas ao desenvolvimento da cidade e de seus habitantes. Só que, para confirmar a tese de que toda regra tem exceção, a UEPB está provando que nem as lideranças políticas, econômicas nem intelectuais mais provém deste significador valor coletivo.
Estranhamente, desde agosto deste ano quando a comunidade universitária escolheu pelo voto o professor Rangel Júnior como o Reitor avalizado até a presente data não há uma única manifestação dos lideres de Campina em defesa do respeito à conquista da UEPB de ter sua opção de escolha respeitada pelo governador Ricardo Coutinho.
Esta é mais uma das tantas abordagens que esta Coluna e outros veículos e/ou profissionais tratam da questão sem nenhuma reação do governador, que pouco se lixa para isso e, fundamentalmente, para a Autonomia da UEPB.
Nem mesmo o senador Cássio Cunha Lima, muito menos o vice-governador Rômulo Gouveia nem nenhuma outra liderança já não mais expõe publicamente sua postura coerente em defesa das conquistas da UEPB, algumas delas referendadas inclusive no Governo Cássio II.
Se isto é verdadeiro, o que de fato estará acontecendo? Os lideres de Campina se curvaram e vivem a temer a cara dura do governador? Ou já não mais se interessam pelas conquistas da cidade guerreira, de gente valorosa e capaz?
Como se diz no bairro da Torre, será que vai perdurar esse descompromisso com Campina sem nenhuma voz a exigir respeito minimamente?
Sei não, mas se continuar assim já vi que o governador está curvando até os maiores defensores de Campina – o que se configura péssimo exemplo para a história.
GOVERNADOR INDICARIA O 2o COLOCADO?
Na UEPB há setores temerosos de que o governador Ricardo processe o mesmo encaminhamento do governador de São Paulo que, por lá nomeou o terceiro colocado na disputa da universidade paulista.
Á boca miuda, corre a informação de que por não tolerar a liderança da atual reitora Marlene Alves, o governador poderia pensar em nomear Cristovao Andrade.
Agora é aguardar porque o mandato de Marlene termina este mês.
Pobre Paraiba!