Por que Ricardo não convive bem com a UEPB?

{arquivo}A comunidade universitária da Universidade Estadual da Paraíba anda em clima de alta expectativa quanto a dois assuntos importantes que mexem diretamente com a autonomia da instituição e, mais do que isso, revela uma atitude particular do governador Ricardo Coutinho de querer viver em litígio desnecessário ou distante das conquistas e reivindicações da UEPB.

O primeiro assunto trata dos recursos para a instituição, não só para o pagamento do décimo terceiro salário quanto a outros compromissos realizados pela Universidade ao longo dos últimos meses mas que anda emperrado porque o governador não se sensibiliza com a agonia da comunidade.

A outra questão, também de alta relevância, diz respeito à nomeação do novo reitor da instituição. Para quem não sabe, a consulta (eleição) aconteceu em maio deste ano e de lá para cá sequer se ouviu um pio do governador em se manifestar acatando a escolha da comunidade universitária.

Como é de conhecimento de todos, cinco chapas concorreram ao pleito rendo ao final a lista tríplice encaminhada ao governador em agosto passado sem nenhuma manifestação até agora de Sua Excelência.

Pela escolha da comunidade a lista é composta com base no resultado dando o professor Rangel Junior e José Etham obtendo 50,57% dos votos; Cristóvão Andrade e Fábio Agra Medeiros registraram 21,17% dos votos; e Eliana Maia e Juracy Régis, com 13,47% do total de sufrágios.

Aliás, a comunidade como um todo não quer nem pensar em comentário à boca miúda de que o governador queria nomear o segundo colocado e não o primeiro, como costumeiramente é respeitado nas disputas universitárias, mesmo assim ninguém acredita que Ricardo Coutinho insistirá em ter uma relação conflituosa com a UEPB deixando de repassar os recursos da instituição, mas agora sem fluxo quebrando a autonomia.

Como emergiu dos movimentos sociais, sempre defendendo respeito às decisões das maiorias, o governador não tem como mais ficar cozinhando a nomeação justa de quem venceu a consulta pelo voto secreto e soberano.
Do contrário, é acentuar briga improdutiva e que um dia será cobrado muito caro.

Ainda espera-se o bom senso.

CALCANHAR DE AQUILES

A questão da UEPB é um dos problemas na relação do governador com a comunidade a envolver o senador Cássio Cunha Lima, que sacramentou quando no excercicio do Governo a autonomia da instituição.

Autonomia no sentido macro, inclusive finaceiro.

Pois bem, esta conquista deixa Cássio em situação embaraçosa porque a postura do governador desfaz uma das tantas ações de Governo na direção das universidades e do funcionalismo.

E vai ficar assim? O senador tem se preocupado com o assunto.
 

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