{arquivo}Até às 11h50 deste domingo de céu nublado o clima na cidade era de festa democrática com poucos registros localizados de problemas pequenos de boca-de-urna, mas nada sem afetar o ritmo normal da escolha soberana que cada cidadão e cidadã anda produzindo até às 17 horas.
Em que pese a tranquilidade, a manhã deste Domingo registrou momentos de descontrole inimaginável por parte do advogado Marcelo Weick, coordenador jurídico da Campanha de Estelizabel Bezerra contra a minha pessoa, no Twitter, acusando-me de estar a serviço de adversários pelo fato do portal WSCOM ter trazido na noite de ontem e na madrugada de hoje informações sobre Operação da PF no comitê do Bairro dos Ipês com a presença cinematográfica de caminhonetes da Federal, PM e Civil.
A ira do advogado só pode ser fruto de nervosismo eleitoral, mesmo ele sendo experiente nessas questões partidárias, porque em nenhum momento da cobertura jornalistica o Portal deixou de dar as várias versões, inclusive a da Coligação do PSB, do advogado João Ricardo Coelho e somente não foi exposta a versão dele porque, via celular, ele disse que não queria se pronunciar. Opção dele, acatada na hora, mesmo assim o WSCOM fez o registro.
Neste particular, o abrigo das várias versões chama-se Jornalismo puro, o que ele deve estar mal acostumado a tratar ultimamente. Não fizemos nenhuma acusação, não afetamos a honorabilidade de ninguém, por isso mesmo exigimos respeito. Só os bajuladores incontidos dizem o contrário.
Weick é um homem culto, digno, mas às vezes aparenta querer ser mais do que é. Atribuir a mim conceitos insensatos, desconformes, é no mínimo uma contradição de vida próxima porque não faz tempo ele sempre externava sobre mim outros valores conceituais – dos quais não me afasto um milímetro sequer, mesmo convivendo com o mau humor e a pserseguição localizada de Poderosos.
Exerço a condição de analista contemporâneo (inclusive da Politica, do cotidiano) e de empresário de comunicação sofrido, incansável, mas sem submeter ao sabor dos seus quereres misturando coisa com coisa.
Nervoso, irritado eis que quis fazer ilações descabidas sobre o rumo eleitoral de agora com o processo da UFPB por externar opiniões diferentes da dele. A diferença é que, forjado no debate democrático, entendo e respeito suas posições na Universidade, diferente dele que anda mal acostumado com a “Cultura de lagartixas” – a viverem balançando a cabeça de concordância em condições que, tempos atrás, ele fazia duras criticas.
FATO E VERSÃO
Durante todo o tempo, o Portal exibiu as várias nuances da Operação, que redundou na apreensão de computadores.
O saldo mostra que houve eficiência do aparato policial em noite de muito suspense e desfecho até então favorável ao esquema político do qual o ilustre advogado integra de uns meses para cá.
Mas querer impedir a Policia de exercer sua missão, da mesma forma a Imprensa é querer conviver com Direito Impositivo para uns em detrimento de outros.
Aliás, ele que é versado em casos de apreensões (vide as campanhas passadas – Envelope Amarelo, apreensão de dinheiro, etc) deveria lembrar que, em campanhas situações como estas precisam ser averiguadas com seu desfecho exposto como foi feito pelo WSCOM.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
O caso em tela mostra de forma fácil o quanto nossa aldeia anda desprovida de Cultura para conviver com a Liberdade de expressão, que na prática significa o direito de manifestar livremente opiniões, ideias e pensamentos.
As enciclopédias estão fartas em explorar a Liberdade de Expressão como conceito basilar nas democracias modernas nas quais a censura não tem respaldo moral.
Dizem os compêndios: a maioria dos ideais políticos modernos como justiça, a liberdade, o governo constitucional, surgiu na Grécia antiga. Foram os gregos os pioneiros a lançar as sementes da ideia democrática, que, conservadas pelos filósofos da idade média, frutificaram na modernidade.
Mas, pensando bem, hoje não é dia de debate conceituais sobre a democracia, jornalismo e realidade.
É dia respeitar a vontade popular.
RECADO FINAL
Seja com quem for, quando for, o WSCOM se manterá firme no acompanhamento dos fatos e dando a interpretação possível para que cada um faça seu juízo de valor.
Agora, cara feia e ameaças não nos amedrontam, jamais. Em qualquer situação, vamos manter o respeito e a coerência de fazer o que tanto faz falta: Jornalismo eficiente.
ÚLTIMA
“Mas tudo passa/ tudo passará…”