A consolidação de Romero e o ”Pacto” contra Luciano

{{arquivo}arquivo}Eis que Campina Grande se mantém com um quadro sucessório estabelecido. A nova pesquisa Consult atesta a tendência de algumas semanas atrás na qual o candidato do PSDB, Romero Rodrigues, consolidou definitivamente a dianteira do processo ainda tendo de conviver diante de Tatiana Medeiros e Daniela Ribeiro em situações também parecidas de dias atrás.

Embora pareça figura de retórica, até mesmo repetitiva, o fato é que a cena campinense mudou fortemente depois que o executivo Ronaldo Cunha Lima Filho ascendeu à chapa como candidato a Vice atraindo uma nova onda superando a tendência inicial pró Daniela que, certamente, acabou sendo afetada com a crise política, depois ratificada judicialmente, no PT de Campina atrapalhando sua performance como não se imaginava.

Ademais, diante das novidades postas, acabou que a estrutura dos Vital mais a força da máquina – que comumente chega a atingir no mínimo a casa dos 20% das intenções – fez a médica Tatiana Medeiros, ex-secretária de Saúde, partir para a disputa real do processo.

A partir de agora, resta saber se haverá segundo turno e em sendo como se comportará a terceira força superada na disputa de primeiro turno.

Agora que Cássio Cunha Lima tem força política na cidade e nos demais municípios do Estado de forma bem à frente de outros lideres disto ninguém tem dúvida. E faz diferença.

POR QUE O PACTO CONTRA LUCIANO ?

A decisão de Ricardo Coutinho, Cícero Lucena e José Maranhao – leia-se através de seus departamentos jurídicos – de somarem esforços conjuntamente para tentar pedir a impugnação da candidatura de Luciano Cartaxo, em face de um vídeo no qual ele, a Secretaria de Saude e o Procurador Municipal – explicam a situação dos Agentes de Saúde na perspectiva de persuasão eleitoral – é o atestado claro de que eles resolveram se unir para atacar e solapar a candidatura petista.

É mais do que isso: é o atestado de que reconheceram em Luciano a condição de candidato mais “perigoso” no sentido de resultado efetivo no processo por seu crescimento nesta reta final de campanha daí o esforço concentrado para tentar tirá-lo do processo.

O assunto chama a atenção porque, no decorrer dos dias, vamos dimensionar até que ponto esta estratégia freia o andamento da tendência em que insere Cartaxo no segundo turno da Capital.

Ora, se Ricardo – inimigo de Cicero, que por sua vez tem restrições a Maranhão e, mesmo assim, admite se somar a esforço contra o petista é sinal também de que mais vale o inimigo mais novo ( no caso de Cartaxo por conta de Luciano Agra) do que qualquer outra coisa.

Na prática e em síntese todos reconhecem o potencial do adversário petista.

O CASO JURIDICO EM SI

Ninguém pode brincar nem minimizar a força de gente do tamanho de Roosevelt Vitta, Marcelo Weick e Walter Agra, três expoentes da justiça eleitoral do Estado.

Eles advogam com competência e com este bastão intelectual sob seus ombros fazem reverberar através da mídia o tom de que se trata de caso grave por estar flagrando agentes públicos persuadindo, buscando votos com a presença do candidato.

Daí o pedido de AIEJ – investigação, afinal – para consolidação do que consideram abuso de poder.


Há que ser levado em conta, entretanto, o contraditório já existente. A equipe jurídica de Luciano Cartaxo já fez expor que a reunião política se deu fora da Prefeitura, em ambiente privado e em hora fora do expediente, portanto, argumentam inexistir dolo posto que em circunstâncias distantes da estrutura física municipal há de ser considerado legal o exercício político eleitoral.

Teses à parte, esta temática ainda dará dor-de-cabeça ao jurídico de Luciano, embora neste momento a gravidade alimentada pelo discurso político dos contendores da eleição não tem estancado a nova composição de tendência do processo eleitoral.

Se vai afetar, ou não, saberemos mais na frente.

AS DÚVIDAS LATENTES

Afora este imbróglio jurídico, também muito importante é saber identificar outros fatores em curso na eleição, tipo:

– A candidatura de Cicero se mantém forte no páreo, mas por que não passa da casa dos 30% – o que daria margem de segurança de estar no segundo turno?

– Há tendência dequeda do candidato José Maranhão? Se há, conforme as ultimas pesquisas, por que?

– No caso Estelizabel, que tem campanha forte, estruturalmente muito forte, por que não deslancha?


Talvez respostas a essas indagações possam fazermos entender o significado das pesquisas recentes.

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“Lá vem a barca/ chamando o povo/
Pra liberdade / que se conquista…”

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