Para Ivan Thomaz, Geraldo Cavalcanti e minha mãe Maria Julia (In memorian)
{arquivo}Não me canso de reconhecer fibra e capacidade do Treze e Campinense mas, cá pra nós, os que vivem em torno da Grande João Pessoa andam há anos incomodados com a ausência dos jogos de domingo quando o Botafogo era invariavelmente o assunto da maioria das rodas, sobretudo quando a vitória fazia parte das referências do clube e de sua torcida.
Desde os anos 90, entretanto, o Belo, Botinha, Tricolor, alvi-negro – tantos apelidos carinhosos dados ao time – não conseguiu se aprumar mais até os dias de hoje, embora se ressalte o empenho dos dirigentes, indistintamente, mesmo com notoriedade mais para uns do que em detrimento de outros.
Neste ano de 2012 pensei que Nelson Lira iria dar o salto adiante de que tanto precisam a cidade, a torcida e o próprio clube. Chegou a trazer Carlinhos (diretor de futebol preparado, ex-Campinense), contratou elenco, montou estratégia e, ao final, mais uma vez o Botafogo não progrediu, sequer na disputa interna do Campeonato Paraibano.
Com todo respeito a todos e a tantos, de que mal sofre o clube? Que mandinga foi essa que não consegue desgrudar dos rumos do time mais querido da Capital Paraibana? Tudo é fruto dos valores místicos ou da incapacidade nossa de não sabermos gerir os dramas do Botafogo?
Há muitos valores misturados diante de um grupo de abnegados – tarados (no bom sentido) com tanta dedicação ao clube mas, todos os cenários são injustificáveis para o mais um domingo sem futebol na cidade de João Pessoa.
E o que fazer, a partir de agora? Deixa com está ou se arregimenta novo sonho, nova turma com apoio das gerações passadas?
O fato é que o Botafogo precisa ressurgir das cinzas, criar asas para soerguer resolvendo cada um dos problemas à frente, desde as dividas trabalhistas, previdenciárias, etc – comum em grandes times do Brasil -, superar as diferenças e ciúmes entre dirigentes e construir um novo Planejamento em que vão se repetir ações de antes, mas precisando inovar com injeção de ânimo e uma gestão profissional de alto nível, quem sabe até sendo produzida por uma dessas grandes empresas de futebol (terceirização)– se este for o ultimo recurso, mas, repito, não podemos mais continuar com o Domingo sem o Botafogo e o Auto Esporte.
Quem se habilita?
A resistência na Rádio Miramar
Quantos domingos a cidade não parava para ouvir inicialmente Geraldo Cavalcanti abrindo a jornada esportiva a partir do meio – dia na Rádio Tabajara AM, a emissora mais importante da cidade, inclusive no jornalismo e programação normal com craques do rádio de valor fantástico, a exemplo de Carlos Antonio, Jadir Camargo, Bolinha, Ana Paula, etc!
Havia também concorrência no esporte com a equipe da Rádio Correio, de Aldir Dudman com Bernardo Filho no Plantão, Abmael Moraes nos comentários, Camurça na narração, etc.
Hoje, com todo o respeito aos profissionais da Tabajara – esta fase de antes nunca mais se repetiu porque já não temos futebol à altura, perdemos o bonde da história restando poucos resistentes nesse emaranhado de interesses que passam também até pela Federação Paraibana de Futebol – esta travando o futuro de nosso futebol.
Restou a tara futebolistica de João Camurça, a narração inconfundivel de Eudes Moacir Toscano, o show de bola de Bernardo Filho na Miramar FM – o único palco que nos faz lembrar a fase áurea também citando e reconhecendo a luta de João de Souza na Sanhauá.
Onde erramos, onde continuamos a errar para não dar a voltar por cima? – como diz o samba imortal.
Seremos uma geração de incompetentes ou de desalmados torcedores do Botafogo e Auto Esporte?
Lá no bairro da Torre, onde pontificou o Íbis, logo no Mercado alguém indagaria olhando para o time mais importante da Capital: “e aqui não tem macho, não?”.
Acho que tem, diria eu, mas até agora sem capacidade de dar o salto adiante. Mas um dia – não está com bexiga taboca – vamos chegar novamente lá.
O EXEMPLO DE CAMPINA
Queiram ou não queiram os habitantes de Campina Grande (não só os que nasceram lá, mas todos os que residem na cidade) têm uma cultura radical de amor ao seu ambiente como poucos lugares. E se exibem, se revelam assim onde for, até na construção e manutenção de seus simbolos.
Treze e Campinense, ou viver-versa, são exemplos de histórias de dedicação de homens e há tempos mulheres em manter financeiramente os times juntando esforços e dinheiro na proporção do tamanho de cada um. Quem tem muito dá muito e assim até quem só sabe fazer calos na mãos em face do liseu aplaudindo para o time vencer.
Conheço exemplos e mais exemplos de campinenses loucos por seus clubes contribuindo fortemente até com dinheiro transformando isso em resultados.
Isto é fato, faz tempo que é assim, por isso estão sempre no topo.
UMAS & OUTRAS
… Tudo pronto para a revelação nesta segunda-feira, a partir das 10 horas, dos novos números de pesquisa da 6SIGMA contratada pelo Grupo WSCOM avaliando a corrida sucessória na cidade de João Pessoa.
…Além da apresentação dos números da pesquisa Estimulada e Espontânea também será apresentado o quadro de simulação para segundo turno, fator rejeição e avaliação dos governos Dilma, Ricardo e Luciano Agra.
…Os especialistas da área politica Carlos Robertode Oliveira, Pedro César e este Colunista vamos tentar decifrar os números para os internautas.
…A pesquisa foi registrada no TSE e envolveu 1.100 entrevistados.
ÚLTIMA
“Onde quer que eu vá/ eu vejo a minha Torre…”