As críticas / elogios de Elba e a realidade

{arquivo}Mais uma vez, a cantriz Elba Ramalho se expõe por inteira com a verdade do que pensa e quer do mundo intelectual, artístico em si,tanto que ainda ressoa tantos pensamentos diante de suas palavras oferecidas quando de sua estada no Festival de Artes de Areia.

Em entrevista, Elba foi direta ao considerar a retomada do festival como iniciativa positiva – e isso gera valor positivo na direção do PBGov, através do Secretário Chico César, até porque, ninguém nega, tudo que for de incremento real em favor da cultura isto deve (deveria maximamente) ser feito, embora às vezes não seja.

Noutro ponto, ela colocou o dedo no suspiro, como dizem os meninos do bairro da Torre. Disse com todas as letras que as ações do Ministério da Cultura não contemplam a Música, enquanto realidade de muito valor, como o faz na direção do Cinema, por exemplo.

A artista não jogou pesado ao dar declaração pertinente, mas como estrela e viajante musical do tempo apenas  expressou uma verdade que precisa ser corrigida pelo MINC.

No mesmo diapasão chegou até a lembrar o nome de Chico César para o Ministério da Cultura, algo que, em tese, não seria algo anormal se acontecesse, mas não se efetivará por vários fatores entre os quais a retomada de cacife de Ana Holanda e a queda de prestigio político do PSB junto ao Governo do PT, sem contar que isso sequer nunca foi tratado por ninguém. Portanto, chance zero disso se efetivar.

O FESTIVAL ENQUANTO ESSÊNCIA

A retomada do Festival de Areia é algo que, como lembrou Elba, merece reconhecimento e aplausos. Destarte, na expressão jurídica dos torrelandenses, a versão apresentada em Areia este ano está léguas de distancia da essência provocativa produzida pelo Festival nos idos anos de 1980.

Festival é mais do que shows em praça pública. E se for remontar aos tempos da DGC – que não era Secretaria e vivia em regime ainda fechado – dá de 10 a 0 na versão atual porque não conexa as atividades dentro de um prisma de movimento, de reflexão de tempo, as novas tendências artísticas, as novas lutas que não cessam nunca.

Aliás, parece que o governo tem medo de refletir sobre políticas culturais envolvendo realidade e promessas – situações distantes e, mais uma vez, muito longe do significado primeiro do Festival de Areia.


Ainda há tempo – dois anos à frente – para corrigir e ajustar, mas precisa admitir e encarar a auto avaliação sobre o que promete e faz o governo na prática. Aliás, festival só é mesmo frestival se abrigar a rebeldia, a oportunidade do desabafo poltiico sem censuras nem modelação. Tem que existir com a alma do então Musiclube, hoje plenamente desativado.

Voltaremos ao assunto. AGAIN (novamente) dizem os poliglotas torrelandenses.

O SECTARISMO POLITICO ATRAPALHA

{arquivo}Elba, sempre muito bem tratada por todos os governos – não só o atual, mas os anteriores, sem exceção – desconhece a realidade da Cultura, enquanto processo movido por políticas do Governo do Estado, através de Chico César.

Ela não sabe que o governo discrimina e persegue os artistas ou movimentos que estiverem ou estiveram em posição contrária ao atual Governo. Colegas seus como Vital Farias, Renata Arruda, Fuba – só para ficar nesses de proximidade – estão todos alijados da agenda governamental, e olhe que todos já estiveram na construção do significado político do atual grupo no Poder.

Recentemente, um dos mais importantes movimentos sócio-econômico-culturais chamado “Caminhos do Frio” teve tratamento desrespeitoso do governo, segundo diversas Fontes, da mesma forma que o Festival do Frio de Campina Grande, onde Elba começou encenando peças de Lourdes Ramalho, ou seja, não recebeu uma prata sequer do Governo do Estado porque o prefeito Veneziano Vital é do PMDB. Ignoraram por completo a importância além Borborema da inigualável ativista cultural Eneida Maracajá, que é quem cuida do festival há décadas!

Ainda bem, tão ocupada com shows e agendas fora da Paraiba, Elba desconhece a forma insensata e inaceitável das políticas de Governo tratar a prefeitura de João Pessoa, que dias atrás fez um belo e importante evento sobre o Centenário de nosso maior poeta AUGUSTO DOS ANJOS – Centenário, querida Elba – e nem o Exmo Sr Governador, nem o Secretário de Cultura se dignaram com suas presenças e apoio financeiro.

Isto é política cultural de avanço? Claro que não, porque significa retrocesso em diversos níveis, sobretudo porque é conduzido e liderado por quem mais bradou desejos de liberdade e democracia e exerce a atitude contrária. Pura enganação.

Mas Elba não tem nada que se meter nesse angu azedo e indigesto!

Luiz Couto no Cariri

Deu no WSCOM: O deputado federal Luiz Couto se mantém distante da disputa municipal em João Pessoa, enquanto isso ocupa sua agenda com visitas ao cariri paraibano, a exemplo do município de Zabelê onde foi recebido pela prefeita Íris Henrique. Na pauta, ele tratou também dos recursos já destinados ao município e outras demandas apresentadas pela gestora.

“A população está em primeiro lugar, temos que atender as demandas apresentadas pelo povo e canalizadas pela gestora, é um prazer voltar a Zabelê e sempre ser bem recebido”, afirmou.

A prefeita Íris agradeceu a visita e explicou a destinação dos recursos sempre ressaltando a importância de Luiz Couto na construção de apoios para o Cariri. “É sempre um alegria receber o deputado que foi majoritário em nosso município e que nunca fechou as portas para nossa gestão”, destacou a prefeita.
O deputado, contudo, não quis falar sobre o processo eleitoral na Capital.

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“Um rei mal coroado/ não queria o amor em seu reinado…”

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