Para a viúva Sra Neli Santiago Pereira
{arquivo}Soube pelo Portal WSCOM do falecimento do advogado Joacil de Brito Pereira, ex-deputado federal e ex-presidente da Academia Paraibana de Letras, depois de uma fase de reclusão e delfinhamento comum aos humanos deste planeta Terra, tudo em face do próprio tempo. Sem bordões nem menções de força apenas fruto da educação, o fato concreto é que a ascensão ao “mundo superior” por parte de Dr Joacil traz consigo mais vazio no nosso mundo intelectual e das lides políticas por se tratar de perda irreparável.
Com ele se vão capítulos inteiros da história política, jurídica e intelectual do Estado dada a profundidade do saber acumulado nas leituras intermináveis, quando não estava tomado de causas políticas e jurídicas, pela ordem – se bem que nos últimos dez anos ele passou a nutrir mais o contexto das memórias e do mercenato, isto é, do apoiamento às causas da cultura.
Falar (escrever) sobre Dr Joacil é preciso identificá-lo como homem altivo, de convicções políticas sedimentadas em base seguras, mesmo que envoltas de senso de justiça, até quando das horas difíceis em que o enfrentamento político lhe requereu coragem e definição de posição.
Se reparar direito, a natureza humana forjada em meio a uma educação severa, o fez um homem público conservador, de posições conservadoras, sem entretanto, validar-se de um único desvio qualquer para vingar seus ideais, seus projetos e o que defendia pelo prisma da atitude firme respeitando a democracia plena.
Joacil de Brito Pereira é da escola humana em fase de extinção, ou seja, nunca precisou recuar de princípios para se impor no contexto da relação social por meio de falsidade, jogo dúbio, nem jamais admitiu adotar a imposição dura de regras, que não fossem pelo respeito à diferença e o interesse público admitindo o contraditório – uma das bases do Direito pleno.
Enquanto teve fôlego físico para ir ao debate, embate ou qualquer que fosse a natureza da exposição de ideias e conceitos, Dr Joacil se fez presente nas representações maiores do povo paraibano, especialmente a Câmara Federal, até que conscientizou-se de que deveria rever seu projeto de disputa política porque outros valores, inclusive financeiros, se fizeram impor na conjuntura político – partidária fazendo – o fora do processo por não permitir fazer do mandato uma condição de negociatas.
Pois bem, a Academia Paraibana de Letras está de luto diante de um corpo inerte exposto num de seus ambientes onde pontificou cuidando dos projetos e da sobrevivência difícil da entidade, mas agora vivendo a transição para o “palco superior”, onde lá estão muitos dos mais importantes homens públicos do Estado.
Lá se vai um homem bom, fiel, pai exemplar, culto – muito culto, e representante popular digno da expressão Líder sem meias palavras.
Que Deus o mantenho sob a guarda próxima das pessoas de valor de um lugar chamado Paraíba!
Até mais, Dr Joacil!
QUEM ERA
Joacil de Britto Pereira nasceu no dia 13 de fevereiro de 1923, em Caicó, RN, filho de Francisco Clementino Pereira e D. Isabel de Brito Pereira. Era casado com D. Neli Santiago Pereira.
Desse enlace nasceram oito filhos: Isabel Cristina, Eitel Santiago , Joacil Filho, Augusto Sérgio, Amneris, Francisco José, Nely e Rodrigo (este falecido aos quinze anos).
São dezoito netos: Danielle, Paula, Luciana, Joacil Neto, Leonardo, José Lavosier, Andréa, Lucas, Felipe, Thiago, Neli, Gustavo, Gabriel, Marcos Antônio, Rodrigo, Isadora, Marilia e Valéria. Há ainda três bisnetos: Maria Luiza, Arthur e Ailton Neto.
ÚLTIMA
“O nome/ a obra imortaliza…”