O significado do Centro de Convenções e outros Desafios

{arquivo}Como já havia dito, o domingo selou um marco importante na cena da economia do Estado com a entrega da primeira etapa do Centro de Convenções de João Pessoa denominado de Poeta Ronaldo Cunha Lima pelo governador Ricardo Coutinho diante da presença da família do poeta e ex-governador nas pessoas do senador Cássio Cunha Lima e da viúva Gloria Cunha Lima.

O governador deu ênfase ao trabalho desenvolvido por antecessores na pessoa de Cássio, algo legítimo e correto, mas a obra tem a contribuição indiscutível do também ex-governador José Maranhão tratado sem o mesmo ímpeto do líder tucano.

Isto faz parte de um contexto e cultura do Estado, ainda precisando gerar nas lideranças políticas a altivez absoluta no trato desse conjunto de valores, como é o caso do Centro de Convenções enquanto contribuição história de várias personalidades, agora entregue em face da contribuição efetiva do atual governador mas, sem a contribuição anterior dos dois ex-governadores isso não teria acontecido neste momento. Nada, entretanto, tira o mérito de Ricardo Coutinho.

Há outro aspecto especial na questão que é a denominação do equipamento na pessoa do ex-governador Ronaldo Cunha Lima, líder que teve o mérito de contribuir com o turismo de evento, por exemplo, como o Maior São João do Mundo, portanto sua história também tem vínculos com a contribuição dada à economia sem chaminés, como dizem especialistas no trato do turismo.

Mas, não fossem as birras políticas e a cultura de ódio entre pessoas liderando o processo partidário e político no Estado, a obra teria denominação adequada se também o fosse na pessoa do ex-governador Tarcisio de Miranda Burity que foi, entre todos os chefes de executivo dos últimos anos – precedido pelo ex-governador Milton Cabral, quem investiu muito mais e fortemente na perspectiva de construção de todo o acervo denominado Projeto Costa do Sol, depois Polo Cabo Branco, inclusive iniciando a PB 008 “Abelardo Jurema”, onde abriga o Centro de Convenções.

Aqui, não se trata de minimizar ou contestar a denominação anunciada pelo governador, até porque Ronaldo tem status para isso e muito mais, mas duvido se a escolha aconteceria se não houvessem valores políticos e táticos misturados neste momento de inquietações, disputa e interesses de futuro para sensibilizar quem também convive com o culto à merecida memória do pai, no caso o senador Cássio, por todos os valores conhecidos.

Quando um dia serenarem os ânimos e estivermos distantes da peleja sem fim dos últimos tempos, haveremos de atestar com mais clareza o que agora abordamos, embora deva ser tarde demais para harmonizar história, mérito e futuro na memória da sociedade.

Viva o Centro de Convenções Ronaldo Cunha Lima!

O POLO CABO BRANCO É O MAIOR DESAFIO I

De todas as Capitais do Nordeste, João Pessoa é a que está com ação derradeira para consolidar – se enquanto destino turístico. A descontinuidade e os erros estratégicos de elaboração do complexo Polo Cabo Branco, afora questões jurídicas reclamadas por arrendatários de grandes lotes de terreno da Praia da Penha até Jacarapé – sem contar a inexistência de qualquer ação arrojada nessa grande área, tudo isso acabou atrasando nosso desenvolvimento sócio – econômico no setor.

João Pessoa, melhor dizendo – a partir de 1982 no Governo Burity em diante, passamos a ter a mesma prospecção de outras capitais de nosso porte, como Natal, Maceió, Aracaju, São Luis e por ai vai.

Não inserimos Salvador (a Bahia em si), Recife/Olinda (Pernambuco e suas praias) e Fortaleza (Ceará) porque estes ambientes/estados resolveram investir mais cedo na estruturação da rede macro do turismo e, sobretudo, na promoção fora do Brasil – especialmente na Europa e Estados Unidos. Os governos desses estados seqüenciaram durante os anos até aqui, por isso são mais fortes e têm domínio no setor.

O POLO CABO BRANCO É O MAIOR DESAFIO II

Embora reconheça em Maranhão esforços e ações para efetivar o Centro de Convenções – algo que não aconteceu no seu governo III porque os embargos da obra pelos órgãos ambientais impediram isso – mas o Governo Cássio investiu nos bastidores para avançar dentro de uma perspectiva que não havia nem há sendo trabalhada na mesma intensidade.

Refiro-me ao Polo Cabo Branco como um todo, e não só o Centro de Convenções, porque deveriam a esta altura do campeonato se houvesse atitude negociada com os condôminos para atrair grandes Bandeiras de hotéis, Resorts com campos de golfe e até uma pista para receber aviões de pequeno porte – daí a importância do Aeroclube sair do Bessa para se instalar nas imediações do Polo.

Roberto Braga, executivo de alto nível e ex-secretario do Governo, quase conseguiu o intento na fase Cássio, mas agora ou o governo encara e resolve ou vai ficar devendo a estruturação do Polo.

Soube que o engenheiro Walter Aguiar tem andado tratando do assunto, mas enquanto não entrar na pauta principal do Governo nada se resolve no nível pretendido.

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“O nome/ a obra imortaliza…”

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