{arquivo}Os últimos fatos gerados pelos diversos atores da cena política na Sucessão da Universidade Federal da Paraíba demonstram claramente que o pior está por vir a se manter o atual “status quo” porque, sem diálogo e geração de consenso nada anda e pode construir uma realidade bem diferente do que exige a professora Margarete Diniz, hoje se auto – intitulando Reitora sem sê-la, por razões que abordaremos a seguir.
Há dois cenários distintos caminhando paralelamente sem conexão na construção de um saldo bem resolvido na sucessão: um, político, mesclado de fatos conflitantes como são o argumento da professora Margarete dizendo que tem o respaldo da comunidade universitária por ter feito o segundo turno por determinação da Justiça Federal e, um outro, motivado na decisão do CONSUNI – instância máxima de decisão da UFPB desconsiderando o processo de consulta.
Se isto fosse pouco, a matéria no campo jurídico ainda está inconcluso porque o STJ não decidiu sobre recurso da Advocacia Geral da União gerando a projeção de que muito tempo ainda haverá de existir até a solução processual.
Há mais problema em curso: na primeira decisão, democrática, legal e legitima, o CONSUNI decidiu que a consulta deveria acontecer depois do fim da greve dos professores porque, de acordo com norma do Ministério da Educação, se faz indispensável que 70% do colégio eleitoral seja de docentes produzindo assim um quorum e peso eleitoral do que foi feito na consulta imposta pela Justiça – da qual se vale a professora Margarete para se auto – intitula Reitora, mesmo sob contestação de vários atores. De imediato, a contestação diz que com 11% de participação do Colegio eleitoral não há legitimdade.
Ora, se o fator tempo é fundamental no processo, admitamos que quanto mais tempo passar mais o contexto se agrava porque a UFPB vai precisar encaminhar ao Ministério da Educação uma lista tríplice extraída de reunião dos três Conselhos da instituição – Consuni, Consepe e Conselho Curador ( é isso?) podendo esta mesma lista ter a presença de outros nomes, que não de Margarete e professora Lúcia Guerra.
E isto significa possibilidade real com amparo legal, porque a Consulta é um instrumento político e democrático da comunidade universitária – mas não a única hipótese de indicação da Lista, por isso ou se senta na mesa o conjunto de todos os atores representados ou há risco de um novo processo / modelo de escolha da liderança para comandar os destinos da instituição.
Cremos que ainda há tempo de todos os interessados sentarem para resolver a questão, enquanto há prazo em curso, pois sem enfrentar a situação com civilidade e construir um consenso bem resolvido, a UFPB estará fadada a viver situação “sui generis” – um reitor escolhido sem o aval da comunidade universitária, esta atualmente em greve.
EM TEMPO
JÁ JÁ vamos tratar de um grave problema; as acusações da EMLUR apontando em auditoria a condição de superfaturamento na compra de produtos para a empresa sob o comando de Coriolano Coutinho – irmão do governador Ricardo Coutinho.
Estamos em busca de documentos.
Inté.
ÚLTIMA
” Em terra de cego/ quem tem um olho é rei…”