{arquivo}Cheguei de Recife estonteado com as últimas notícias das mortes de Carlos Tavares, um dos mais brilhantes críticos de artes, e do Pastor João Filho, à quem aprendi a admirar desde quando estudante e era um craque no Handebol. Pancada dura no quengo afetando a emoção, embora esta seja a condição igualitária para todos em algum dia da vida. Que fazer!
Mas, embora atento com as coisas da política de Recife, das demais capitais do Nordeste – do Brasil em si, eis que me pego acompanhando também os desdobramentos do tal Mensalão, agora com a fase de apresentação das Defesas dos 36 acusados pelo Procurador Geral, Roberto Gurgel.
Há um cenário em que se consolidou dois aspectos fundamentais: não há uma única prova material anexada pelo Procurador Geral, aliás ele próprio assumiu abertamente estar desprovido desse acervo, da mesma forma que em nenhuma das falas até agora alguém assumiu a existência de pagamento carimbado com participação do Governo Lula e de seu ex-Ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Houve, sim, e alguns já assumiram abertamente que foi operado pelo PT nacional uma estrutura para resolver contas de campanha de alguns aliados – processo esse que na nomenclatura normal chama-se Caixa 2, ou seja, dinheiro então não contabilizado como de sorte até onde a vista alcança todos os partidos, ou a maioria deles no Brasil, sempre adotaram – cremos até que haverá desse artifício perdurar ainda por algum tempo.
Trocando em miúdos, os Doutos Ministros do STF estão diante de uma situação clara para resolver: ou punem os acusados por formação de quadrilha – isto é, sem provas nenhuma anexas ao processo – e satisfazem a setores da sociedade brasileira tomada de vontade de escárnio contra o PT; ou age em cima dos autos dando a “César o que é de César”, ou seja, tipifica quem usou de Caixa 2 com a adoção da lei em si.
Do contrário é se curvar ao interesse político segmentado, de setores localizados, posto que a Opinião Pública brasileira demonstra estar distante dessa peleja, que já foi transformada em maior escândalo mas no primeiro espremido a Montanha pariu um rato.
Vamos ver, enfim, se nossa instância máxima é Constitucional na plenitude como sempre foi ou se relativa essa condição diante de fatores externos, sobretudo de setores da Grande Midia.
O fato concreto e cristalino é de que não há provas para incriminar personagens – alvo, como José Dirceu. Bom, tomo por base os autos, apenas os autos.
A CAMPANHA EM JOÃO PESSOA
Um estatístico sub-utilizado, pois poderia contratar um funcionário para o que se demanda agora, resolveu nesta quinta-feira de sol sentar o bumbum próximo do Mercado da Torre e anotar o significado dos carros de som dos candidatos enquanto estrutura real.
Disse-me ele que a campanha de Estelizabel Bezerra contou com 23 passagens do carro pelo percurso comum a outros candidatos. Cicero teve a estrutura de som passando 16 vezes, Maranhão duas vezes e Luciano Cartaxo nenhuma vez.
Vou repetir: o candidato em ascensão não teve um único carro de som na Torrelândia.
Esta realidade mostra que Estelizabel e Cicero são os mais aquinhoados nesta fase da campanha, da mesma forma que Maranhão e Cartaxo sofrem pela inanição estrutural momentânea.
No caso de Luciano, o caso merece maior análise porque dispõe do apoio do prefeito, do PT da Dilma, etc mas isto não tem se reproduzido na prática. Deve ter problema organizacional.
FORA MESMO
Em Recife, a campanha de Geraldo Júlio (candidato de Eduardo Campos) é claramente mais forte do que a do PT e demais – Mendoncinha, etc. Há um detalhe: a maioria dos carros adesivados têm a foto do governador e Geraldo. Parecem até siameses. É a força do neto de Arraes.
Em João Pessoa, apesar do desmentido do presidente do PSB, não há um único carro com a imagem do governador Ricardo Coutinho e Estelizabel. Um só para remédio não tem. E, olhem, que ele não pensa outra coisa senão na campanha, mas não pode aparecer. Para quem não gosta de aparecer deve ser uma situação confortável, para não dizer o contrário.
Sabem por que? Porque é alta a taxa de rejeição à Sua Excelência. Por que? Ah! vamos aos compêndios ou aos arquivos da web e tudo estará explicado.
VINHO DE PRIMEIRA
O jovem executivo Gilvan Júnior está na contagem regressiva para inaugurar nesta sexta-feira, às 19h, na Av. Edson Ramalho, em João Pessoa a representação dos Vinhos do Grupo DECIMA
Agora comandada pela GP Comércio de Bebidas de Alimentos a inauguração contará com a presença do enólogo uruguiao Alejandro Cardozo, quando vai expor as novidades no mercado dos vinhos em nível nacional e internacional.
Quem se interessa por vinho está convidado, disse o empresário.
ÚLTIMA
“Mentiras sinceras/ me interessam…”