{arquivo}Recebi do poeta Dáblio Santowiski – e publico na íntegra, um poema despretensioso sobre a cidade que de Nossa Senhora das Neves chegou à condição de João Pessoa. Desde já agradeço.
Ao que parece é uma leitura superficial oportuna para quem se arvora amante deste encanto de lugar com suas belezas, virtudes e defeitos (estes últimos dos Humanos).
Atentemos para o sentido de cada estrofe:
EM NOME DA SANTA
A impressão do olhar da Santa
É de que a terra amparada
Se fez bela desde nascença
E se mantém assim até hoje
Nomes não lhe faltaram
Desde os primórdios
Tempos adentro
Ao sabor de cada domínio e poder
Até ser nominal de pessoa
Entre formação e mártires
Passado e contemporaneidade
A vida lhe fez farta
Até de guerra entre irmãos
Perdurando por todo sempre
Um sentimento de vida dividida
Separando o dom da unidade
Há no flagrante momento
A dicotomia de gerações mandantes
Reproduzindo erros
Trazidos do passado
Repetindo na dança xaxado
A divisão dos pés rachados
Com licença da palavra
Isto é maldição
E em sendo assim
Alguma benção
Haverá de nos exorcizar
A terra boa requer mais mimos
Uma infinidade de carinho
Para a cidade caminhar com perspectiva
E futuro farto
Dizimando a dor tamanha do mais fraco
Quem sabe assim consolidando o caminho
De uma aldeia respeitosa demais
Ao significado e vida das pessoas
Todas sem distinção
Como bem coletivo
