{arquivo}Para não parecer invenção, lá se vão duas premissas : primeiro, tudo o que analisarei agora é fruto de conversa com o próprio senador Cássio Cunha Lima e, segundo, faz parte da estratégia do líder campinense de resolver ter seu candidato próprio, ao invés de aliar-se com os Vital ou Ribeiro já no primeiro turno como até se especulou. Só que, agora, está provido de um peso pesado, o governador Ricardo Coutinho.
Cássio embarcou para Brasília defendendo a aliança do candidato Romero Rodrigues com o governador implicando na indicação do vice pelo PSB, mesmo ponderando que haja uma lista tríplice para escolha de um dos nomes pelo próprio candidato, segundo declarou em entrevista Exclusiva ao WSCOM.
Ao aceitar Ricardo no palanque, Cássio levou em conta os índices de avaliação do governador Ricardo, portanto, deve não ver rejeição elevada, como reverbera a maioria das lideranças de Campina, algumas delas querendo distancia do líder do PSB.Se é assim pouco está se lixando para o perigo ao redor em face desta questão.
O senador até previu em torno de Romero a maior coligação de partidos em Campina, a partir do PSB, partido do governador, que segundo ele tem prevalência na indicação do vice.
Ora, se ele quer o PSB indicando o vice, que não Fábio Maia, como quer o governador, ele consolida o entendimento de que o problema não é RC, mas sua turma próxima dai a coragem de assumir este novo contexto.
A realidade posta assim precisa ser examinada de agora em diante com mais atenção porque certamente esta decisão terá fortes respingos na relação do senador com diversos setores dentro e fora de Campina, alguns deles inconformados com a aliança e o prosseguimento dela porque dizem ter optado por Ricardo por aval de Cássio, mas estão arrependidos.
A cidade de João Pessoa, por exemplo, vai analisar bem tudo isto projetado para Campina, ou seja, a relação siamesa dos dois lideres.
A CONDIÇÃO
– A escolha é do candidato, tanto quanto as articulações mas queremos reciprocidade e igualdade nos processos, como se deu quando o então candidato Ricardo recebeu uma lista com três nomes e fez a escolha de um deles – comentou Cássio acrescentando: ” queremos só isso”.
Para o senador, além do PSB estão confirmados o PSD, PV, PPS entre outros partidos. ” Penso que Romero terá a maior coligação” .
O CASO JOÃO PESSOA
Ele adiantou que caísse reunir com Cicero Lucena nesta semana em Brasília, possivelmente nesta Terça feira para os acertos finais observando que na Capital o comando é do ex-prefeito.
– Estamos nos reunindo nesta semana para os acertos finais – completou.
A ESSÊNCIA DE TUDO
A impressão é que Cássio resolveu ficar de vez com a tese de aliança junto ao governador – e não ao senador Cicero Lucena, embora vá conviver apoiando ele em João Pessoa.
É que olhando para o futuro, o senador sabe que os irmãos Vital se preparam para eleger Veneziano para o Governo; do outro lado, o pessoal dos Ribeiro com Luciano Agra, PP, PPS e especialmente o PT criam novo bloco onde ele está fora daí o encaminhamento já agora.
Tudo seria diferente (ou será) se Ciço ascender.
COMO O PORTAL WSCOM ANTECIPOU
A Executiva Nacional do PT decidiu nesta segunda-feira, no final da tarde, em Brasilia aprovar a exceção de aliança com o PPS em João Pessoa.
Agora, Paulo Frateschi chega nesta terça-feira para consolidar o acordo com o prefeito Luciano Agra e o futuro vice Nonato Bandeira.
ÚLTIMA
“O olho que existe/ é o que vê…”

