{arquivo}Quem tem idade acima dos 30 anos feche os olhos e remontemos aos anos 80. Quem diria àquela época que Socialistas e Conservadores, Esquerda e Direita pós modernos, estariam sentados e defendendo princípios comuns, certamente estaria delirando porque o impossível só acontece quando outros interesses são mais relevantes. O Poder em si.
A tese aqui não passa por dignidade pessoal, mas de foro ideológico onde partidários de Efraim/Eitel estiveram no enfrentamento direto com a turma Ricardo/Estelizabel lá nos tempos de guerra fria, só que hoje o mundo caminhou para a postura light, “paz e amor”, onde até o radical Lula hoje se senta e defende referencias do conservadorismo.
Este cenário totalmente desprovido de ideologia pura é o que resta para a candidata Estelizabel, nome forte nos movimentos sociais, agora precisando compartilhar dos interesses públicos e dos seus agrupamentos com o advogado Eitel Santiago, homem de bem, mas nem por isso distante do conservadorismo político e ideológico herdade de seu pai.
Esta contradição com base no passado não incomoda nem um pouco o governador Ricardo Coutinho em pleno embarque para 10 dias na Europa porque foi ele quem inaugurou essa lógica, ou seja, não torce o nariz nem tem nenhum problema em se contradizer com base em seus discursos do passado.
Chama-se pragmatismo puro, também da parte do DEM por ter deixado o PSDB de lado (antigo aliado) para inaugurar esta nova fase pós-moderna onde não se sabe onde vai chegar imaginando Eitel na caminhada gay como Estelizabel na TFP moderna.
PORQUE ISSO ACONTECE
Este quadro inusitado faz parte da lógica de quem está preocupado em vencer pouco se importunando quanto a possível coerência, até porque ao PSB só restam o DEM, PSD e nem sabe ainda se PDT, que seria uma boa com Geraldo Amorim, só que os Democratas são soberanos na jogada de agora e fizeram os socialistas refém. A perda do DEM seria um desastre.
Engraçado é que no inicio do ano Agra, enquanto nome lembrado, tinha 16 partidos aliados. O tempo passou e o absolutismo gerou perdas irreparáveis.
ÚLTIMA
“Esse jogo não vai ser um a um…”

