{arquivo}A tão esperada festa do deputado federal Romero Rodrigues para anunciar sua equipe de comando de campanha,nesta segunda-feira, em Campina Grande precisou ser adiada porque o principal eleitor de seu agrupamento político não pode comparecer: Cássio Cunha Lima. O argumento é de que problema ocasional (indisposição) acabou sendo maior do que sua pretensão de se fazer presente.
O adiamento não tem problemas, mas a sucessão anteriores e nesta data de perdas consistentes de aliados seus tem.
Em poucos dias, Cássio viu o engenheiro Misael Morais – um dos mais importantes sistematizadores de dados do Estado e seu amigo – assumir o comando de campanha de Daniela Ribeiro, da mesma forma que nesta segunda-feira acabou sabendo que o advogado Rômulo Araujo, seu ex-assessor e amigo de longas datas, tomara o mesmo destino de Misael. Izanete Brasil, outra cassista de quatro costados deixou de sê-la cegamente ao fazer a mesma opção dos dois outros intelectuais.
Danado é que não são só eles (os novos cristãos da política campinense) quem está tomando novo rumo. Vão vir outros e estes serão revelados pela Coluna.
Ora, se tudo isso é verdadeiro e atinge exatamente aliados de nível e articulação relevante na história do Grupo Cunha Lima há que se concluir que existem de fato problemas sérios na relação de Cássio com sua gente.
Por tanto que já ouvi, sem desmerecer o maior dos méritos das decisões deste momento, ou seja o encantamento pela proposta de Daniela, o senador precisa saber que um vetor / motor deste cenário é exatamente sua opção e convivência com o governador Ricardo Coutinho.
Cássio não quer saber de briga com RC, ele faz bem em não querer viver em crise, mas seu aval permanente e sua decisão de hibernar diante de maus tratos dados pelo governador a aliados cassistas tem soado como cumplicidade num nível em que muitos de seus seguidores não aceitam.
Se alguém tem dúvida busque acessar as pesquisas de opinião para saber do tamanho do estrago que Ricardo está produzindo na relação de Cássio com Campina e em João Pessoa podendo, ninguém duvide disso, até poder perder as eleições deste ano em face deste componente de vinculo com o governador.
Pelo sim, pelo não muita gente bacana e próxima de Cássio está deixando – o porque, conforme dizem, não aguentam a omissão diante de tratamentos desqualificados para com quem trabalhou e votou num candidato hoje a desmerecer essa confiança.
Pelo que dizem, se arrependimento matasse Campina Grande hoje teria problemas para construir cemitérios porque não daria conta de tanta gente na lista.
E isso sobrou para Romero Rodrigues.