SUCESSÃO NA UFPB: a marcha à ré

{arquivo}O espetáculo deprimente produzido por integrantes da chapa liderada pela candidata Margareth Diniz, na sucessão da UFPB, nesta quinta-feira, no auditório da Reitoria, indo ao confronto físico e desrespeitando as regras do debate e da disputa eleitoral para a escolha do futuro da Universidade, inclusive assacando contra membros da Comissão Eleitoral, significou o nivelamento por baixo do que nem a UFPB nem a comunidade universitária merecem.

Sejamos francos: as tantas experiências vividas ao longo do tempo não esposam a atitude moleque de quem se diz líder das massas. Abrigar essa atitude de quem radicaliza para se fazer notar até que se admite, enquanto estratégia inaceitável dentro da relação civilizada, mas de um agrupamento que quer se apresentar como opção de comando da Universidade não se admite.

Antes, mesmo admitindo juízo de valores, registremos que a Comissão Eleitoral errou ao acatar que a comissão do debate entre os candidatos não reagisse diante da fixação da cor azul na toalha na mesa principal. Isso poderia, inclusive, ser resolvido pela representação dos candidatos, mas nunca partir para rasgar a peça.

A rigor, com os nervos à flor da pela a Oposição tem argumentado que é um absurdo não espalhar as urnas eletrônicas em todos os Campi. Só que na ânsia de acusar e agredir, militantes da pós – vanguarda do atraso, sequer souberam ou admitiram que a decisão de fixar todas as urnas na Central de Aulas não é nem da Comissão Eleitoral nem da UFPB, e sim da área técnica do Tribunal Regional Eleitoral, que se posicionou contrária à cessão.

Ora, se esta é uma regra do TRE como acusar a Comissão do que ela não tem fé nem atitude nessa direção.

Podem ir atrás: toda a cena foi produzida por quem no passado estudantil nunca se dispôs a abrigar a democracia preferindo o anarquismo ou, em poucos casos, tudo o que fosse atendendo a interesses particulares, mesmo no discurso falando em democracia plena.

Paciência! A UFPB precisa manter o debate mas em nível da radicalidade civilizada onde se pode ouvir e reproduzir a contra-argumentação sem grilos.

No caso de ontem, sinceramente fiquei pensando que o Haiti é aqui. A UFPB é mais, muito mais do que incivilidade travestida em democracia chifrim, do tamanho de quem não sabe conviver com o contraditório.

Antes que esqueça

A comunidade universitária – principal foco dessas manifestações – precisa apurar e identificar como se manifestou cada um dos cinco candidatos a Reitor.

Certamente que, quem corroborou com a anarquia movida pelo espirito oportuno dos anos de rebeldia, não de agora mais, pode ser seja encarado (a) como despreparado (a) para conviver com a democracia plena.

O resto, enquanto discurso, é discurso muito movido a academicismo inoportuno neste momento porque revela a face oculta de cada um.

ÚLTIMA

“Quantos a que ouvem/ os olhos eram de fé…”

 

 

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