A CPI e a Crise na Midia Nacional

{arquivo}Desde domingo à noite, quando a Rede Record veiculou ampla reportagemsobre o envolvimento do diretor da Sucursal da Veja de Brasilia, Policarpo Júnior, com o contraventor Carlinhos Cachoeira, que o mundo político e empresarial a partir de São Paulo vive em chamas. De um lado, o sentimento de revolta de muitos acusados pela revista, a partir do Mensalão, do outro a defesa imediata, como fez O Globo e recentemente Ricardo Noblat na direção do empresário Roberto Civita.

Antes de qualquer ilação ou defesa de teses é preciso enxergar que o Brasil, sobretudo o Governo brasileiro, soube conviver com diferentes fases de crises institucionais produzidas a partir das reportagens da revista Veja, sem que isso abalasse a constitucionalidade, a vida democrática do País.

Não só lá atrás, na fase Lula, como agora na era Dilma – o Governo se portou de forma soberana e, dentro desse clima até golpista, aceitando as denuncias como fatos forjados na realidade incontestável quando, agora com Cachoeira, constatou-se que havia armação entre o contraventor e a publicação resultando na demissão de vários ministros, sete ao todo.

A gravidade com que o assunto se apresenta, provando com depoimentos gravados pela Policia Federal que havia intimidade entre a revista e o contraventor expõe uma face sombria da grande publicação nacional porque se aliou e gerou acordo de convivência promiscua com quem está extrapolando as regras da lei.

É claro que, em nome do jornalismo atuante se faz necessário admitir a existência de contato com Figuras fora da lei para obter informações de interesse da população, mas nunca permitindo que o infrator possa ter interferência determinando como e quando a informação seria publicada – o que fragiliza o Diretor da Sucursal e a revista na essência.

Embora as figuras expoentes, no nível de Ricardo Noblat e das Organizações Globo, defendam a imunidade do Sr Roberto Civita, como se ele nada soubesse e nada determinasse nesse rumoroso e nefasto relacionamento com Cachoeira, será muito difícil impedir que isto aconteça porque o flagrante é muito mais forte e consistente do que o corporativismo da Grande Elite.

Neste caso, como em tantos outros, não há agressão à liberdade de imprensa, articulação para promover censuras ou atentados à livre manifestação. O que há é uma oportunidade impar para a Veja provar que não rasgou princípios, Ética, seu Manual de Redação e nunca teve nenhuma relação com o Contraventor Carlos Cachoeira, que por pouco não derrubou o Governo Lula.

Para dirimir dúvidas, é preciso respeitar a historia do Doutor Civita, mas as evidências de agora podem e estão lhe custando a derrubada moral de tudo o que construiu de referencia no jornalismo.

Daí precisar provar que não é o que se apresenta nos autos.

Agindo assim será que ela é mesmo Imprescíndivel?

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso
Acessar o conteúdo