O portal WSCOM fez veicular durante duas semanas, uma Enquete indagando sobre o que o internauta achava do mandato do senador Cássio Cunha Lima. Eis que o resultado gerou uma cena surpreendente: 57% responderam considerar a atuação do líder tucano muito abaixo do esperado; 28% opinaram estar muito bom; 9% razoável e 6% bom.
Mesmo levando em conta a fragilidade científica que uma mostragem de Internet pode ter e ainda considerando que se somássemos o item “muito bom” com “bom” chegaríamos a 34% em favor do senador – os dados chamam a atenção porque nunca nenhuma aferição fez Cássio ter uma avaliação adversa à sua condição de preferencial.
A abordagem deste momento é apenas um “gancho” diante de outras informações mais consistentes produzidas em torno de Cássio e a sucessão em Campina Grande – este, sim, cenário a gerar maior atenção do senador, porque a proximidade dele com o governador Ricardo Coutinho pode lhe render frustração no futuro próximo. Isso a dados de hoje.
Por uma razão simples: o índice de rejeição ao desempenho do governador é muito alto em Campina e respinga no esquema de Cássio. É evidente que sua força lhe faz conter a onda, mas já não se tem segurança de que será suficiente para superar a antipatia do campinense a Ricardo. Todas as pesquisas, sem exceção, apontam nesta direção.
Aliás, os números da Enquete do WSCOM devem ter muito a ver com essa vinculação entre Cássio e RC, sobretudo, se levarmos em consideração o fato de que o senador tem assumido a defesa do governador – condição essa que, num universo de pessoas mais esclarecidas, como é o de quem acessa portais, internet, etc – pode significar que também está respingando no parlamentar.
Este aspecto precisa de exame porque, sem dúvidas nenhuma sem Cássio – Ricardo inexistiria como governador e, na atualidade, sem o apoio do senador o chefe do executivo estaria com perspectivas muito ruins, além do que está na relação com a classe política, a sociedade organizada, alguns Poderes constituídos, etc.
É o estilo de Ricardo quem constrói toda esta cena, que bem lembra a fase de Fernando Collor de Melo quando ele pensava que mandava em tudo e em todos.
Bom, o resultado final a história já contou, mas na fase contemporânea Cássio precisa levar em conta também os respingos na sua imagem, antes que deixem nódoas intransponíveis. Em João Pessoa, sobretudo.