A UFPB da eleição é uma; a da realidade é outra

{arquivo}Movido pelo debate entre os cinco candidatos a Reitor da Universidade Federal da Paraíba, na segunda-feira finda, na TV MASTER, tomei uma decisão que costumo fazer com frequência: fui visitar o Campus I da instituição para identificar como se encontra sua estrutura, saber de suas missões e identificar o nível em que se encontra.

É que, em nome das disputas, tem quem não se importe em denegrir a imagem de quem quer que seja, mesmo que o foco e abrigo principal seja a UFPB – a mais importante e histórica instituição de conhecimento do Estado, posto que sem ela estaríamos na idade da pedra.

A impressão que ficou no debate, com base em alguns depoimentos, a partir do candidato José Rodrigues, era de que a UFPB vive um instante de Caos. E isto me preocupou muito, mesmo já prevendo que havia exagero na dosagem dele e de outros candidatos. Faz parte das campanhas, onde a cultura de quem está no jogo, sobretudo na Oposição, é de jogar lama até em quem não tem nada a ver com a cena.

{arquivo}Durante quase um turno busquei informações e constatei “in loco” que a UFPB está construindo um outro Campus dentro do outro, já existente em João Pessoa, fruto da política desenvolvimentista de Luiz Inácio Lula da Silva, mas que precisou de projetos – os famosos projetos, sem os quais os recursos nem viriam as obras não sairiam do papel. Este é um dos méritos do Reitor Rômulo Polari e de sua equipe.

Mas, instituição que se preze não é feita de pedra e cal, apenas – precisa cuidar do conhecimento, da sua comunidade, de seus valores. E eis que, com base na essência principal da UFPB, que é o ensino de graduação, lá estão números apontando crescimento no número de vagas e de cursos. Com um detalhe – instituindo o regime de Quotas para negros, pardos, índios, etc – os lascados na vida, como eu fui um dia –, porque a sociedade privilegia mais os ricos, no mínimo a classe média. E neste quesito, a UFPB de hoje dá um banho, se comparada a outros tempos – embora seja imperioso reconhecer que os reitores passados também deram a sua contribuição.

{arquivo}Aliás, a fase de hoje, dos últimos 7 anos de Polari, tem sido exemplar. Lembra a fase de Lynaldo Cavalcanti, meu grande mestre “in memorian”, que expandiu a UFPB para além Campina. Aliás, a UFPB lhe deve uma Grande homenagem, como a Sivuca com a criação do Memorial de Música.

Só que, quem quer estar ligado com as necessidades modernas, não pode ignorar a Pós – graduação. Se isso é verdadeiro, paciência!, a UFPB está entre as mais importantes universidades brasileiras a atrair pesquisas e recursos, segundo dados constantes na mesa do Pró-Reitor internacional. Isac Medeiros. Está entre a USPS, UFRJ, UFMG (só não vi a Universidade da Torrelândia, tudo bem!), mas estar neste ranking nacional significa resultados positivos inconteste.

Fui mais além: quis saber como a UFPB se relaciona consigo própria, através da Extensão Comunitária e, eis que, em vários momentos identifiquei a Universidade liderando as demais federais do Pais com pró-reitoras presidindo o Forum Nacional do segmento exatamente pela vanguarda da PRAC, que meus olhos não se cansam de lembrar do professor Iveraldo Lucena, em plena efervescência do movimento estudantil universitário, produzindo diálogos e cultura vasta como pouco se viu.

MAS TEM PROBLEMAS…

Está claro que tem ainda muito o que fazer: o nível salarial dos professores e servidores técnico-administrativos precisam estar bem resolvidos constantemente (mas esta não é uma tarefa da Reitoria, apenas), o HU precisa deixar de dar vexames com a má gerência e a insensibilidade federal – se bem que quer resolver mas o corporativismo não deixa; os ambientes para os estudantes carentes exigem sempre maior cuidado, etc, mas nada do que significa essa demanda de problemas pode esconder a capacidade de gestão operosa do professor Rômulo Polari.

Negar isso é atacar livremente a UFPB pelo vírus mortal do discurso falacioso, enganador e que só aparece em véspera de campanha.

MARGARETH E A PERFORMANCE

Não posso esconder nem ignorar o mérito que a professora Margareth Diniz tem como integrante qualificada do corpo docente com sua experiência testada a partir do CCS e do ex- LTF, agora com status ampliado.  E tem um detalhe: não há caos na UFPB.

Não tem jeito de negar: ela é um quadro qualificado, repito, e devo confessar que fiquei orgulhoso do seu ser e estar.

DATA VÊNIA, LÚCIA GUERRA

Acompanhei de perto a gestação das diversas candidaturas, entre elas a da professora Doutora Lúcia Guerra. O nome mais cotado não era o dela, mas o agrupamento ligado a Polari resolveu abrir votação e seu nome surgiu disputando com Luiz Júnior, este com gesto magnânime de abrir mão para o surgimento da atual Pró-Reitora como candidata a Reitora.

Lúcia Guerra tem preparo em todos os níveis – ensino, pesquisa e extensão e é quem neste momento melhor se identifica com o projeto de ampliar as conquistas feitas na gestão Polari.

Noutra circunstância até poderia se enquadrar Margareth Diniz mas, com base nos dados de hoje, no exame e balanço do perde e ganha, a UFPB precisa se orgulhar do que é e tem porque, em 7 anos, perdeu a força potencial de Campina Grande, Patos, Sousa com o surgimento da UFCG – só que se superou e chegou ao patamar de uma das maiores do Nordeste com competência de gestão e planejamento de resultados.

E Lúcia Guerra incorpora este momento, esta contemporaneidade.

ENFIM…

{arquivo}Como diria o ex-senador Mão Santa – ATENTAI-VOS porque uma instituição como a UFPB precisa de debate, muito debate, mas de achincalhe, agressões e mentiras – disso ela não precisa não.

Agora compete à comunidade universitária – se avança ou se gera outro caminho ignorando tantas conquistas em tão pouco tempo.

A luta continua.

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