UFPB: a síntese do debate na Miramar FM

{arquivo}Pela primeira vez pude acompanhar com muita atenção o debate ancorado pelos multimídias Fernando Caldeiras e Marcos da Paz, na Miramar FM, entre os cinco professores da Universidade Federal da Paraíba, candidatos a Reitor da instituição, com cada um deles – José Rodrigues, Lúcia Guerra, Luiz Renato, Margareth Diniz, Otávio Mendonça – expondo seu histórico, análises e projeções para o futuro da mais antiga e importante ambiência de conhecimento superior na Paraíba.

Ninguém de bom senso pode ignorar a capacidade que cada um dos senhores e senhoras candidatos (a) tem com o curriculum à vista, posto que todos têm Doutorado, mas mesmo levando conta estes fatores pouco identificou de abordagem diferenciada para melhor entre eles, especialmente os da Oposição.

A síntese do que foi exposto deixou evidente que há um processo de antagonismo entre Situação e Oposição, onde a candidata Lúcia Guerra demonstrou preparo e se expôs como candidata do Reitor Romulo Polari pontuando com clareza o saldo positivo da gestão em curso, na proporção inversa em que candidatos como Margareth Diniz conduziu a fala com critica dura à atual gestão, como fizeram os demais candidatos, mas centrando o maior azedume entre elas.

Os professores José Rodrigues, Luiz Renato e Otávio Mendonça também reproduziram queixas e/ou criticas aos vários aspectos da Universidade mas, nenhum deles, nem mesmo a professora Margareth Diniz, conseguiu apresentar uma Proposta convincente de gestão renovada, nem caracterizar um Projeto Macro mais capaz do que o saldo exposto pela Gestão Polari.

Tomemos como um exemplo a questão do Hospital Universitário. Todos se disseram preocupados com o HU, sempre se posicionando contra a terceirização daquele equipamento, com alguns deles centrando críticas à Reitoria pelos sérios problemas existentes sem abrigar a questão central que é a atual gestão autônoma, portanto obedecendo a decisões colegiadas e, na atualidade como há anos, seu diretor superintendente é pessoa ligada e apoiada pela candidata de Oposição, ou seja, o resultado e/ou saldo de tudo é da gestão especifica do HU – e não do Reitor, como se aventou.

Mesmo assim, no caso HU, todos os candidatos ficaram devendo mais domínio e pontuação dos próximos passos e ações para resolver a crise, que é dos Hospitais Universitarios do país.
No campo mais abrangente, do significado do que é a Reitoria e sua missão, os candidatos deixaram muito a desejar enquanto abordagem sobre como a UFPB pode ser mais do que a preocupação com a sua comunidade universitária, até porque há em curso a instalação de um Centro de Discussões sobre a Economia da Paraíba – condão este que não pode deixar de estar na pauta do futuro reitorado porque a instituição deve à sociedade paraibana a contribuição mais forte na construção do futuro do Estado, a partir do conhecimento brotado na UFPB.

Faltaram números, dados mais consistentes, projeções com abrangência e particularidade dependendo do assunto.

Ficou claro que tem Oposição e Situação, ou vice-versa, embora quem critique tenha deixado a desejar na exposição do que faria mais frente à realidade que apresenta a Universidade atualmente dentro de um caminho bem administrado. Neste particular, Lúcia Guerra soube agir como candidata de Situação.

Falta muito, podem dizer,mas este muito está nas mãos de quem vai seguir com o bastão administrativo e político no futuro.

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