LISBOA – Quem freqüenta as ruas da Capital Portuguesa, a aparência é de que a crise braba não afetou muito sua gente, sua economia. Atestando turistas e classe média para cima nos lugares, de fato não há como vislumbrar que, na verdade, Portugal vive sua mais forte fase de apertos com muita gravidade.
Até a classe média começa a ser afetada. Tem empresa, mas perdeu a competitividade pela inexistência de crédito, na sequência o caminho é o fechamento das atividades.
No ambiente macro (o da pirâmide) ainda há fôlego pelo acumulo de recursos acumulados ao longo dos anos, mas na base as famílias – sobretudo as que precisam de recursos públicos vivem uma fase nunca vista nos últimos tempos.
Algarve, por exemplo, uma cidade forjada em cima do Turismo fecha um restaurante, pousada ou hotel a cada dia. Se continuar sem clientela, como se prevê, a projeção é mais forte ainda.
No campo, na atividade agrária, as projeções também são ruins porque não há mais demanda de compra de produtos.
Tudo isso tem a ver com um Estado protencionista ao longo dos tempos, sempre garantindo direitos sem assegurar nos tempos passados a garantia de quem o dinheiro de pagar as contas estava também resolvido.
Agora, depois do estado protetor vem a hora do estado madrasta, que não tem pena nem dó e isso faz de Portugal um pais amargo e em agonia sem saber até quando vai demorar a falta de recursos para fazer a alegria retornar aos rostos das pessoas comuns.
Esta é a realidade que vislumbramos neste poucos dias de capital lusitana.
Depois vamos trazer mais novidade do Brasil, da Paraíba especificamente.