Um olhar sobre a representação da Cultura

SÃO PAULO – Há uma badalação e expectativa no meio cultural sobre a posse nesta quinta-feira de 36 membros dos Conselhos Estadual e Municipal (João Pessoa). A novidade está na readaptação feita pelo Secretário de Cultura, Chico César. ao texto original do cantor e compositor Fuba, quando então vereador da Capital, transformando a escolha dos integrantes através de Fóruns.

Em tese é mais democrático o processo porque trata de movimento e motivação das diversas entidades para discutir e apontar nomes. Isto, entretanto, não inibe nem deslustra que se você escolha Ariano Suassuna, Gonzaga Rodrigues, Waldemar Solha, etc, sem o crivo da militância ideológica – tal condição signifique o fim do mundo.

Há uma questão importante no processo, que é a paridade – ou seja, numero de integrantes no mesmo nível quer dos representantes dos órgãos de Estado e dos segmentos sociais. O release que Chico César mandou distribuir diz que “a partir de agora caminharemos para a efetivação dos instrumentos necessários para o bom andamento da gestão de cultura, alinhando a atuação do poder público às demandas da sociedade”, explicou.

Há um outro elemento distinto que a representação por regiões, o que reforça muito o processo por um viés político ideologizado, razão pela qual precisaremos aguardar um pouco mais para saber se funciona mesmo a contento, e não por conveniência.

Mesmo distante (geograficamente) torço sinceramente para que as coisas dêem certo e haja progresso nas políticas culturais e não desemboque pelos vícios posteriores de projetos como o Orçamento Democrático, que começou atraindo anônimos mas na sequencia fez dessa gente cabos eleitorais.

Creio e torço para que não seja assim, e nem por conta do novo processo figuras representantivas da arte e cultura fiquem distantes por não pertencer a um gueto qualquer.

Mas torçamos, sim, para que haja positividade.

Enfim, a hora de anunciar Recursos

A festa desta tarde no Palácio da Redenção precisa atrair o anuncio pelo Governo do Estado de inúmeros recursos para fazer valer vários projetos e políticas desaquecidas por falta de dinheiro e habilidade de gestão na superação das dificuldades.

Se isto será verdadeiro, sobretudo depois que o prefeito Luciano Agra disse com todas as letras estar com muito dinheiro, vide o aumento de 14,5% aos servidores, é preciso que se conheça as condiçoes para:

– a retomada do Festival de Artes em 2012
– a reedição do Festival de Areia este ano
– apoio total ao Festival de Inverno de Campina
– idem,idem para Monteiro, Cajazeiras, etc
– confirmação de recursos para os festejos juninos
( com ou sem forró safado)
– produção de espetáculo da Semana Santa
– anuncio de grande monta do FIC
– etc etc etc

Mas, nada será mais importante do que o Secretário de Cultura calçar a sandália da humildade e passar a conviver com o meio sem nariz arribitado
E abrigando a convivência com quem não pensa igual a ele.

ÚLTIMA

“Lá vem a barca/ chamando o povo/
Pra liberdade/ que se conquista…”

 

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