Rosa Godoy: de volta ao começo

{arquivo}SÃO PAULO – Quando iniciei a vida profissional no final dos idos anos 70, já com a influência dos professores visitantes advindos de várias cidades importantes do Pais constituindo a base do Curso de Comunicação Social no antigo Departamento de Artes e Comunicação (DAC), isto na fase de forte contribuição dada pelo professor Lynaldo Cavalcanti ao Estado, já ali via com atenção e muito respeito a fala e o desempenho da professora Rosa Godoy.

Paulistana, formada na USP, ela desde o final dos anos 70 adotou João Pessoa como ambiente para sua forte produção intelectual, a partir do Curso de História, mas estendendo sua inquietude no engajamento continuado pela redemocratização do País e nas lutas populares e, especialmente, das mulheres excluídas.

Lembro bem dos tempos em que era preciso existir um Movimento Maria Mulher, onde pontificavam gente de muita qualidade e distinção, a exemplo das professoras Lourdes Bandeira, Glória Rabay, Regina, a atual ministra Eleonora Menicucci, que também nesse período historico contávamos com Rosa Godoy na vanguarda da UFPB.

É em face desses e tantos outros fatos, afora o contexto em si da Academia, que Rosa Godoy escreveu ao longo dos anos, dentro do prisma critico e contundente, a realidade histórica da interferência do Poder na Política do Nordeste premiando o universo intelectual com uma das mais consistentes obras de analise contemporânea de nossa conjuntura sócio – política. Está no patamar do que fez Gilberto Freyre e Celso Furtado na análise antropológica de nossa sociedade.

Diante do acúmulo de conhecimento, também através de tantas Pós-graduações, para seu regozijo e consolidação como uma das mais densas intelectuais do Pais – repito a partir do curso de Historia e de João Pessoa – Rosa Godoy está na lista nobre das mulheres mais influentes no debate intelectual sobre nosso processo histórico sem perder a conduta serena e firme de abordar a tudo com extrema eficiência.

Pois bem, tudo isso é verdade mas insuficiente para mantê-la definitivamente entre nós, entre seus ex-alunos, os atuais admiradores e tanta gente que a respeita no Estado, porque ela já tomou a decisão de retornar sua vida cidadã pelas selvas de aços e de antenas, como diria Alceu Valença, representada na megalópole brasileira chamada São Paulo.

Vamos perder seu contato físico mais freqüente, mas jamais poderemos deixar de agradecer à imensa contribuição que ela deu à Paraíba e ao Nordeste com sua obra e dedicação incomuns. Vai porque quer, mas se quiser ficar a porta estará sempre aberta para lhe abrigar como gente de primeira qualidade da raça humana: culta, simples e politicamente correta.

A despedida dos amigos

Nesta semana, se não me engano terça-feira, Rosa Godoy recebeu um grupo expressivo de amigos que foram brindar com ela sua despedida da Capital, mas com todos renovando o desejo de vê-la quando possivel agora como visitante.

Deixou escapar seu empenho e torcida para ver a professora e amiga Lúcia Guerra como futura Reitora da UFPB.

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“O nome a obra importaliza…”
 

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