O ato promovido por professores e funcionários da UEPB nesta sexta-feira, no Espaço Cultural, vaiando e com “palavras de ordem” contra o governador Ricardo Coutinho pode aparentar caso isolado, mas seguramente não é. O grau de insatisfação tende a crescer nos próximos dias com a construção de perigosa radicalidade do funcionalismo estadual, em face da decisão do chefe do executivo de não querer dialogar.
Ora, o diálogo sempre um dos grandes esteios do discurso e vida política do governador enquanto estava na construção de imagem como vereador, deputado estadual e prefeito lá atrás, por isso não pode ser descartada e jogada no lixo porque em qualquer momento da história sempre haverá de ser predominante.
Mas há um aspecto colocado pelo governador diante das vaias dos professores, que não pode ser ignorada porque, segundo ele, quem protesta integra uma casta que não quer prestar contas de R$ 18 milhões.
Isto é verdadeiro? Não há prestação de contas? Nesse particular, a observação do governador precisa ser tratada com a gravidade que a acusação imprime porque é inadmissível que não se preste contas, sobretudo de um ente público, como é a UEPB.
Confesso que não me aprofundei na essência do que os professores chamam de ameaça à autonomia da UEPB – esta não pode mais deixar de existir – mas, em qualquer dos cenários, é inadmissível que inexista dialogo entre Governador e Universidade Estadual e isso só faz ampliar o desgaste na imagem de Ricardo Coutinho. Aliás, é muito mais forte do que ele pensa a crescente onda de desgaste.
ROMBO?
Já circula em Campina um problemão em certa secretaria.
Qual será? As informações que chegam são de arrepiar.