Dois dias depois de anunciar, via Twitter, que estava compondo a nova equipe de auxiliares da Prefeitura de João Pessoa com perfil à sua maneira, espécie de Identidade própria, eis que o prefeito Luciano Agra se viu obrigado a adotar marcha à ré – recuando assim do seu intento pretendido de “alguma liberdade”.
Nesta segunda-feira, contudo, Agra surpreendeu recuando da exoneração de Alexandre Urquiza levando-o ao IPM, da mesma forma que admitiu novo cargo ao poderoso Coriolano Coutinho, irmão do governador Ricardo, além de promover o deslocamento de Laura Farias (ricardista/coriolonista) na EMLUR – a tão cobiçada EMLUR.
Na prática, o prefeito foi enquadrado pelo principal comandante da Prefeitura, ou seja, o Exmo Sr Governador dando-lhe recado direto e objetivo de que não adianta “inventar” processos e composição sem seu aval.
Por essas e outras é que só o próprio tempo seria a referência real para se saber do tamanho da liberdade do prefeito, a propósito nenhuma. Lá no bairro da Torre, a meninada diria: tem rabo preso.
OUTRA DECEPÇÃO
O domingo chegou com o Portal WSCOM veiculando nova informação, segundo a qual a Associação Paraibana de Imprensa (API) vai ter a restauração de sua sede central, em João Pessoa, fruto de decisão de uma construtora do Ceará de bancar toda a revitalização.
A API, a rigor, já mereceu o apoio da iniciativa privada através da ANID, Cerâmica Elizabeth e Rede Paraiba de Comunicação no primeiro momento, mas precisou conviver com uma situação inusitada e para pior.
Apesar das inúmeras tentativas da ética presidenta Marcela Sitônio de bater às portas da PMJP e do Governo do Estado quase afinando as canelas de tanto ir – e vir em busca de apoios desses organismos, eis que ambos negaram peremptoriamente qualquer tipo de solidariedade.
– Não, a ela (presidenta) não, ela é nossa adversária – diziam os áulicos do Poder, entre eles o ex-presidente da API, Nonato Bandeira, atual Secretário de Comunicação do Estado, pelo simples fato dela ter ficado solidaria com profissionais do meio demitidos para satisfazer o interesse dos Governos.
Ainda bem que na iniciativa privada gravitam empresas e empresários de visão política plural e de cidadania plena.
ÚLTIMA
“Tô vendo tudo/ tô vendo tudo/
mas bico calado faz de conta que sou mudo…”
