{arquivo}O mundo e suas voltas no tempo sempre haverão de promover novidades nas várias cenas da sociedade, inclusive dos negócios, onde as variações econômicas acabam sendo laboratórios para inovações sem parar. Este é o conceito que se pode aplicar, por exemplo, às relações históricas entre Portugal e Brasil, especialmente com o Nordeste brasileiro, pela proximidade geográfica e a conjuntura econômica favorável no momento.
Se reparar direito, Portugal vive seu momento de sufoco econômico advindo da crise maior na Europa, mas promovendo as lições de casa diante dos muitos apertos a afetar a vida das pessoas.
Mesmo assim, Portugal não desgruda seu olhar para com o Nordeste brasileiro, como pude atestar em conversa / entrevista com o Ministro de Relações Exteriores, Paulo Portas, para a Revista NORDESTE sempre deixando muito claro o desejo português de ampliar os negócios nos nove estados nordestinos quando houver condições.
A rigor, e ultimamente, temos engendrado muitos entendimentos com empresários portugueses na busca de selar mais investimentos mutuamente porque, a partir do turismo, comunicações e tecnologia muita coisa pode ser feita.
São com estes propósitos que já está em João Pessoa, o empresário Arlindo Fernandes , das áreas vinícolas, de construção e industria química deflagrando conosco uma série de entendimentos a envolver outros estados para que possamos produzir em breve o “FORUM “Brasil – Nordeste – Portugal: os novos negócios a curto e médio prazos” envolvendo empresários e governos na construção deste novo momento entre os dois países.
Em visita ao Grupo WSCOM, ele expôs uma série de projetos e ações capazes de gerar novos negócios, especialmente na área do vinho, onde estamos propondo uma grande articulação em Brasília, através do senador Vital do Rego Filho, para que na condição de Presidente da Comissão de Orçamento do Congresso Nacional possa encaminhar proposta de nossa autoria visando obter do Governo Federal a aplicação de alíquotas de impostos aos vinhos portugueses no mesmo patamar do que é oferecido à Argentina, Chile e Uruguai.
Nada de privilégio, como argumenta o senador, mas a adoção de tratamento isonômico que Portugal precisa e merece por sua vinculação histórica com o Brasil,não só pela condição de criador de nossa civilização mas pelo momento econômico vivenciado nesta fase.
O Brasil tem a obrigação de ampliar ações de negócios com Portugal favorecendo-o com tratamento normal dispensado a outros Países sabendo-se que os portugueses têm muito mais razões ao nosso investimento solidário do que outras nações, por isso a presidenta Dilma Rousseff será convocada a dar sua contribuição cidadã e estratégica a Portugal.
Tudo isto é apenas o começo de uma nova fase entre os dois Países.