Os efeitos de Agra e o futuro da Política

A decisão do prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, de formalizar sua posição definitiva de não mais buscar a reeleição é o mais importante fato político dos últimos tempos devendo repercutir e ter desdobramento até 2014. Mas, há um efeito imediato: como próprio admitiu o Líder do Governo, Bruno Farias, a nova realidade zera o jogo.

Na prática, significa dizer que alguns partidos da base atual de Luciano, como PP,PDT,etc, podem procurar outras alternativas.

Embora seus argumentos, conforme Carta veiculada no Portal WSCOM, sustentem que se cansou da politicalha – da perseguição de adversários, da mesma forma que não abriga o perfil de estar cedendo ao jogo das “tapinhas nas costas” numa alusão ao fisiologismo, ele disse ter preferido ficar na gestão cuidando até o fim do mandato (31 de dezembro próximo) da cidade.

A saída tem a ver com muitos mais fatores do que a sua pouca paciência com o exercício da política, tanto que mencionou a inabilidade de fazer o jogo do Poder pelo Poder.

A bem da verdade, Luciano Agra nunca foi o nome mais assimilável do Coletivo – instancia política em torno do governador Ricardo Coutinho –, desde a escolha do candidato em 2008, pois sua ascensão significou opção pessoal do então prefeito porque na preferência interna haviam outros nomes, como agora são relembrados, a exemplo de Nonato Bandeira.

Sua decisão pode até ter a ver com sentimentos e reflexão particular do ponto-de-vista de qualidade de vida, mas Agra andava arredio com as insinuações brotadas dentro do Coletivo apostando em outra alternativa, que não a sua, mesmo ele sendo um gestor com avaliação positiva – condição essencial de quem disputa uma eleição forte e o governador precisa vencer a eleição na Capital, seu principal reduto, sob pena de perder força para 2014.

Mas, quem conhece Ricardo e o Coletivo sabe que nem sempre o pragmatismo se restringe a fatores como os elencados agora. O governador, aliás, não se surpreendeu com a decisão do seu amigo prefeito, na mesma dimensão que andava deixando expor para fora da base aliada seu encantamento político pela secretária de Planejamento, Estilizabel – “anunciada”, no bom sentido, como nome potencial para substituir Agra há várias semanas.

Só que o processo começa internamente a ferver no Governo e aliados a partir deste momento com muitas possibilidades, entretanto, com a decisão unilateral de Ricardo.

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