Acuso recebimento de e-mail com conteúdo de autoria do professor Luis Júnior, chefe de Gabinete do Reitor Rômulo Polari, se posicionando sobre Coluna de nossa lavra postada no fim-de-semana sobre a Sucessão na Universidade Federal da Paraiba. Na sequência, nos posicionamos mas, por dever de compromisso ético, vai primeiro a posiçao do referido docente:
“Prezado Walter Santos
Foi com indignação que li seu post intitulado “Sucessão na UFPB: conjuntura e boicote”, no qual me acusa, juntamente com o professor Isac Medeiros, de “boicotar” a candidatura de Lucia Guerra e Antonio Creão. Trata-se de um desserviço à própria chapa, fragilizando-a a partir da publicização de dificuldades próprias de qualquer disputa eleitoral, mas que seriam perfeitamente contornáveis com diálogo. O pior é que essa publicização se faz procurando, aprioristicamente, encontrar culpados por problemas na condução de uma campanha que sequer foi às ruas.
Acreditamos que o debate livre, sem amarras, é próprio da democracia. Desse modo, julgo que deveria ter sido escutado antes da publicação do referido post.
Quero esclarecer que não estou boicotando candidatura alguma, muito menos a da professora Lucia Guerra e Antonio Creão, mesmo porque não fui convidado pela chapa para participar de qualquer reunião político-organizativa da campanha. A única reunião que participei a convite da professora Lucia Guerra foi em sua casa, num sábado à noite, em clima de confraternização, logo após a decisão da indicação da candidatura oficial, onde não se tocou em organização da campanha. Aliás, a própria candidata tem dito reiteradas vezes que não tem conseguido fazer reuniões político-organizativas por conta dos afazeres administrativos.
É importante lembrar que a candidatura Lucia Guerra existe porque tomei a decisão – num gesto reconhecido por toda a universidade, inclusive a oposição – de retirar meu nome em prol da unidade do reitorado. O que, convenhamos, foi o que podia haver de maior decisão inicial de apoio.
Eventuais sinais de insatisfação com a condução da campanha – situações naturais em qualquer processo eleitoral e cujo acontecimento independe de minha vontade – sempre foram e devem continuar sendo tratadas internamente, de maneira democrática, sob condução do Reitor Rômulo Polari. No caso específico do Centro de Educação, tenho me esforçado pessoalmente para obter apoios e superar resistências e queixas à condução da candidatura da Professora Lucia Guerra. Agressões contra a minha pessoa certamente não ajudarão a reverter o quadro no CE; pelo contrário, corre-se o forte risco de ampliarmos as perdas.
Amigo Walter, esclareço ainda não pleiteio qualquer cargo na estrutura da campanha. Quem disso cuida, disso usa, diz o ditado. Parece que a sua fonte tem preocupação muito forte nesse sentido.
Finalizo lembrando que nas últimas semanas do ano de 2011, a chapa situacionista procurou o Reitor e membros de sua equipe, incluindo o signatário desta, e, de forma adequada e comedida, reconheceu a importância da equipe de Polari, e a minha própria, para o sucesso eleitoral, bem como justificou os desacertos iniciais da campanha pela inexperiência em disputas eleitorais.
É no mínimo estranho que depois de um gesto de desprendimento e distensão recorra-se a tais aleivosias contra a minha pessoa e a do professor Isac Medeiros. A quem interessa?
Atenciosamente
Luiz de Sousa Junior
EM TEMPO
Primeiro, a Coluna foi inspirada integralmente – e exclusivamente -, a partir de informações de professores ligados ao professor Luis Júnior tratando claramente da possibilidade de novidade na Sucessão na UFPB – e esta foi mencionada como a dele, dai a citação de seu nome;
Segundo, em nenhum momento do processo de pré-elaboração da Coluna, sequer conversei com a professora Lúcia Guerra, nem o Reitor, mas com alguns outros auxiliares da gestão, que me confirmaram a articulação do Júnior estimulando insatisfações; Aliás, claramente, a pre-candidata jamais se envolveu em comentários a esse respeito e, claramente, não submeto meu pensamento a ninguém das campanhas;
Terceiro, as articulações são inerentes aos senhores docentes tomando o caminho que considerarem melhor, portanto, o nivel e a abordagem sobre a temática serão feitas por nós permanentemente como serviço de quem conhece a UFPB de perto, portanto, não admito censura às iniciativas de livre exercicio de opinião ou de quando deva me manifestar ;
Quarto, os amuos e as agressões, elas ficam para quem delas usa. Cada um dá o que tem. Agora, que existiram articulaçoes criando insatisfações à candidatura, insisto em dizer que sim – e com a participaçao do professor Luiz Junior em posição de comando.
ÚLTIMA
“O mundo é um moinho…”