Quem conhece João Pessoa e acompanha seu desenvolvimento continuado ao longo dos anos percebe fácil que a cidade se mantém com a presença visível de turistas. Neste momento, alias, a Prefeitura se apresenta com cardápio artístico que denota uma tipificação de modelo musical a oferecer ao publico.
Faz tempo que crescemos na opção.
A impressão é de que desembocando em 8 anos de governo a equipe socialista cumpriu bem a determinação do chefe em apresentar uma opção artística voltada para quem não está hoje no Play Listp (fora das paradas, que estiveram) tirando decididamente os artistas do axe, pagode, sertanejo, forro cearense e cia de toda a programação.
A ordem é atender ao segmento mais próximo da MPB e aliados, inclusive instrumentais, como que desprezando por completo outros ritmos.
Por esta diapasão, a opção inegavelmente é qualificada mas tira de rota as opções das novas gerações, bem diferentes da programação oferecida, por isso se comparado a outros eventos de massa o comparecimento atual é elitista, presta apenas às gerações rebuscadas, engajadas, portanto, ,jeito longe das pessoas comuns que querem ouvir a parada do sucesso.
Um exemplo: quando houve o reveillon de 2010, eu e minha geração adoraram os shows do Buenas Vista Social Club e Armandinho promovidos pela prefeitura, mas num sei quantos por cento a mais das pessoas preferiram a banda Calypso. Sejamos justos: a massa foi para a promoção do governo do estado.
Os governos com isso tipificam um gosto muito assemelhado mercadologicamente pelo comando da cultura lá e lô (estado e prefeitura) mantendo a lógica de preservação de mercado entre a mesma turma num nível que combate quando se trata de outros estilos.
Um dia tudo isso será mensurado qualitativa e quantitativamente pelo prisma ideológico e de mercado. Penso que perdemos tempo com purismo bobo e fora de marcha porque é possível conviver com todos e nao só com poucos.
A luta continua, como diz Zé Dirceu.