Acabo de receber duas informações fundamentais: A Receita Federal autorizou a abertura de licitação para outorga de um Porto Seco para carga geral e frigorificada na região do Complexo de Suape, da mesma forma que o Governo do Rio Grande do Norte entrou no páreo para construir um novo Porto de Águas Profundas, enquanto a Paraiba se recusa fortemente a implementar esta situação.
Vamos por partes: com a decisão do governador turbinado Eduardo Campos, o estado de Pernambuco passa a ter o seu segundo porto seco. A previsão é que o edital seja lançado no próximo ano. A empresa ganhadora terá permissão de operação da área por um período de 25 anos, renovável por outros dez.
Como foi dito, empreendimento deverá ser instalado na vizinhança do Porto de Suape, em municípios como Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho ou Ipojuca. Essas áreas serão destinadas à prestação dos serviços públicos de movimentação e armazenagem de mercadorias importadas ou a exportar, sob controle aduaneiro.
“O nome porto seco já explica o conceito. É uma operação que não se localiza no cais (área primária do porto). Fica na área secundária, nas proximidades do complexo”, explica o inspetor da Alfândega em Suape, Carlos Eduardo Oliveira. Ele diz que a disputa da licitação deverá ser bastante acirrada, em função do interesse em Suape, que se transformou no maior polo de atração de investimentos do Estado.
No paralelo, o Governo potiguar está avançando para implementar um Porto de Águas profundas em seu litoral, enquanto a Paraíba insiste em dizer não, ou seja, resolveu sepultar a alternativa criada pelo ex-governador José Maranhão de inserir a Paraiba no sistema portuário sem nenhuma justificativa plausível, exceto que achava desnecessário.
Leve-se em conta, ainda , que um consorcio brasileiro formado por grandes investidores brasileiros tem tentado há meses uma audiência com o governador e não conseguem – em ato incompreensível para um Estado pobre e de ações dependentes de governo.
Sei não, mas algo de anormal faz o governador recusar os investimentos na ordem de R$ 2,5 Bilhões preferindo ficar com o que vai restar da FIAT em Goiana(PE).
É o governador mudou muito.