O PSDB no alvo de graves denúncias

{arquivo}E eis que o denuncismo brasileiro alcançou o PSDB. Desde o último fim-de-semana, a cúpula do tucanato nacional anda reproduzindo explicações, inclusive buscando desmerecer o crédito da forte denúncia transformada em livro pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr sob o título “A Privataria tucana” tratando, segundo ele, de negociatas em paraísos fiscais envolvendo o ex-governador de São Paulo, José Serra, nos anos do governo FHC.
 

No particular, o livro acusa familiares de Serra de manterem empresas em paraísos fiscais e as usaram para movimentar milhões de dólares entre 1993 e 2002, embora não oferece prova de que esse dinheiro tenha relação com as privatizações.
 

Mas é no geral, na conjuntura macro da realidade brasileira de apontar denúncias a gerar indignação da sociedade, que o PSDB e um de seus lideres no caso Serra é atingido de forma condenável.
 

Era tudo o que o PT e os aliados do Governo petista queriam ver e devem ter contribuído para essa super-exposição até porque muito do que o livro traz tem a ver com material levantado na época da campanha presidencial passada envolvendo os lideres do PSDB, em especial José Serra.

Se reparar direito, o assunto não teve nem penso que terá a mesma repercussão das denuncias contra integrantes do Governo Federal ou do PT porque as grandes estruturas de mídia instaladas no Sudeste (Veja, Época, Rede Globo, Folha,. Estadão, etc) não abrigam nem abrem espaços para a denuncia do novo Livro chegar a um alcance maior de leitores ou telespectadores.
 

A rigor, o PSDB enfrenta problemas nessa questão ética há mais tempo a partir dos governos tucanos na prefeitura de São Paulo e mesmo no Governo com dezenas de denuncias na Câmara e Assembléia Legislativa paulista, mas abafadas pela Grande Midia e sufocada nos bastidores da política estadual.
 

O fato é que o Tucanato saiu da zona de conforto de outrora e agora passa a precisar se defender porque, mesmo  menosprezando o conteúdo do livro sabe que a essência de tudo está na disputa intensa e permanente com o legado do PT devendo muito desse contexto respingar na campanha de 2012, especialmente em São Paulo e 2014.
 

Em síntese, a “pureza” tucana já não está mais blindada como antes se nivelando assim por baixo, embora particularmente não considere os lideres tucanos na condição de bandidos, como agora são expostos no livro.
 

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