O governador do Estado, Ricardo Coutinho, ocupou parte do tempo na abertura da Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, no Espaço Cultural, nesta segunda-feira, para expor a intenção de que a busca de desenvolvimento sustentável a partir do campo é um dos maiores desafios da Paraíba. Até puxou outro mote: “sustentabilidade, perseverança e longevidade” são ingredientes fundamentais para alcançar esse estágio de auto sustentação tomando como foco a zona rural.
Não é fácil, embora seja de importância a tentativa de estimulo sobretudo que Lula vitaminou a agricultura familiar, hoje produzindo expressivamente, mas já com vícios e resistência de gerações futuras não querendo reproduzir a mesma lógica do passado.
Depois destacou que o Estado é o maior produtor de abacaxi do Brasil e o maior produtor de tangerina do Nordeste. “Temos ainda uma produção de coco verde no Sertão que é considerável, inclusive a qualidade da água do coco da região de Sousa já é reconhecida nacionalmente. Além disso, somos fortes na cultura da cana-de-açucar”, disse.
Se reparar direito, o governo tem motivos para se referir ao que resta na agricultura porque, ao longo dos tempos, perdemos a vocação para a agricultura por vários fatores, entre eles a falta de incentivo e competitividade de nossos produtos no mercado externo. O algodão e o sisal sintetizam bem a decadência de nossa produção agricultura.
Aliás, o governador age correto ao incentivar o elo mais fraco dessa atividade, embora precise ajustar as políticas para os produtores rurais, que reclamam de sua equipe.
Mariz: visão e compromisso soldiário
Antes mesmo de assumir, o imortal governador Antonio Mariz atraiu para perto de si um agrupamento de intelectuais medonhos, do tipo Ronald Queiroz, Mauro Nunes Pereira, Adalberto Barreto, Ademir Morais, Armando (sei que estou esquecendo alguém!) para construir esse processo denominado de Governo do Desenvolvimento Auto Sustentável.
Focava todas as matizes da nossa economia, mas tinha uma preocupação de cara: encarar a fome e criar políticas para resolver de imediato o problema de quem não tem o que comer.
Repito: lembro que Mariz muito antes de Lula ter encarado o Fome Zero já havia proposto e apresentado nas instancias devidas, inclusive no Governo FHC, um projeto de efetiva ação para cuidar da economia a partir da decisão de não mais ver nenhum brasileiro passando fome.
O presidente levou a sério, mas não na dimensão posta na fase seguinte com Lula.
Em síntese, tratar de uma área que cuida de alimento é fundamental tanto quanto das pessoas, exatamente a partir das que estão ainda passando fome em plena fase de alta tecnologia.
Mas é preciso encarar a economia real
Nem quero inventar nada. Basta acessar o IBGE, que em 2008 apontou os seguintes números: o PIB da Paraíba alcançou 25,7 bilhões de reais, ultrapassando o Rio Grande do Norte no ranking dos estados brasileiros por PIB.
Diz mais: “Semelhante ao restante do Brasil a economia paraibana é uma economia concentrada, pois apenas cinco municípios (João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Santa Rita e Patos) somam juntos R$ 14,8 bilhões, ou seja 57,7% do PIB produzido no Estado.
Lembremos: 57,7% do nosso PIB se concentra em apenas cinco cidades.
PIB per capita
Tem mais: o IBGE revela ainda que Cabedelo possui a maior renda per capita da Paraíba superando a Capital João Pessoa, alcançando R$ 42.775, em 2008. Caaporã no litoral sul teve o segundo maior PIB per capita municipal com R$ 14.368.
As outras três cidades seguintes com maiores médias de renda no estado são: Boa Vista com média de R$ 12.032, Conde com renda de R$ 11.575 e João Pessoa (R$ 11.054).
Na lista dos municípios com menores valores do PIB per capita, está São Vicente do Seridó com renda per capita de R$ 2.826, Imaculada com R$ 3.047, Triunfo, com média de R$ 3.051, Poço Dantas com R$ 3.082 e Vieirópolis com renda média de R$ 3.090.
Em síntese, a preocupação do Governo bem que poderia focar a partir do IDH tendo como referência principal para vermos um dia nosso PIB mais justo e abrangente.
PT Nacional manda sair do Conselho
O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores fez circular nesta segunda-feira um documento constando sua decisão com todos os dirigentes nacionais em que determina ao Diretório de João Pessoa se desligar do Conselho Político do Governo Agra, em João Pessoa.
Além do mais, manda antecipar as prévias para janeiro.
Embora respeite a aliança com o PSB, o PT nacional dá sinais evidentes de que quer candidatura própria em cinco capitais do Nordeste – Salvador, Recife, Fortaleza, Aracaju e João Pessoa.
Só o PT da capital não está percebendo. Por que? Com a palavra o digno presidente Antonio Barbosa.
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