{arquivo}BRASILIA – Antes que esqueça, por aqui e nas rodas econômicas de São Paulo, Rio, Recife – com quem tenho contatado – o assunto predominante ainda é a votação do relatório do senador Vital Filho aprovando nova pactuação na distribuição de Royalties no Pré-Sal gerando maior dividendos para os estados não – produtores e queixas sistemáticas do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Neste contexto de debate nacional, é impossível identificar o conteúdo das várias teses ignorando os senadores Wellington Dias, Humberto Costa e Francisco Dornelas, mas em nível TOP de atuação, além do senador Vital, está Lindberg Farias.
Paraibano da gema, comprometido com as grandes mudanças sociais para dizimar as mazelas, Lindberg com sua vocação de líder foi fundamental na defesa das reivindicações do Rio sem se deixar pela miopia ou erro tático de ignorar a justeza das aspirações dos estados não – produtores entre eles a Paraíba. Mas, para ele, a União é quem precisa ceder mais e não permitir a briga entre os Estados.
Lindberg foi extremamente duro na critica ao processo de redução dos recursos / royalties para o Rio de Janeiro, mas quem estava em plenário ontem, ou participou de outros debates nas comissões, identificou fácil que, mesmo produzindo a face intransigente em favor das causas cariocas abrigou nas suas teses a possibilidade dos demais estados terem a ampliação de recursos advindos do pré-Sal.
Eleito pelo Rio seria traição inominável fazer diferente do que fez.
Por essas e outras é maldoso, injustificadamente desonesto, querer impingir ao decente senador do Rio qualquer ilação de (im)postura durante o processo porque, ao contrário, ele se credenciou como nome nacional com capacidade e luz até para ser governador do Rio de Janeiro já que na Paraíba a vida não lhe oferece as condições de ser líder político onde mais queria.
No mais, é inveja que, como dizia meu amigo eterno Livardo Alves (autor de tantas canções famosas), é germinada por quem não consegue produzir com resultados positivos o que sonha ou pretende.
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“Em terra de cego/ quem tem um olho é rei…”