BRASILIA – Tudo bem que muita gente só gosta mesmo quando trato das intrigas políticas paraibanas mas, cá pra nós, no dia da votação do novo projeto de partilha dos Royalties no Brasil podendo gerar concretamente outra parte da reparação social que o Pais deve o Nordeste, não podemos deixar de priorizar este tema por outro qualquer.
Não sei se todos sabem, mas ano passado o Estado da Paraíba recebeu de Royalties cerca de R$ 23 milhões. Se o ex-presidente Lula não tivesse vetado o projeto aprovado na Câmara, a mesma Paraiba iria receber este ano cerca de R$ 390 milhões.
A mesma conta se aplica proporcionalmente a todos os estados do País, em especial do Nordeste porque esse volume faz mais diferença em ambientes econômicos mais frágeis.
Comparativamente, precisamos entender ainda que dos R$ 23 bilhões distribuídos ano passado, o Rio de Janeiro ficou com R$ 8,6 Bilhões, a União com outros R$ 8,9 Bilhões, Espirito Santo com R$ 2 Bilhões e o município de Campos (RJ) R$ 1,6 bilhão. O restante, a ninharia – como diria Maria Júlia em dias de filosofia no bairro da Torre, foi distribuído com o Resto dos estados.
Tratei de resto para impactar porque impressiona a fome intensa do Rio de não querer aceitar a nova partilha, que manterá o volume de R$ 8,6 Bilhões atuais para os próximos anos, só que os recursos advindos do Pre-Sal vão permitir com o dinheiro novo mais recursos aos que mais necessitam, inclusive a Paraiba.
Este é resumo do que será votado nesta quarta-feira diante do Parecer corajoso do senador Vital Filho ao lado dos senadores Wellington Dias e Humberto Costa – baluartes de uma casa que é do Brasil, mais intensamente do Nordeste.
Por isso, o silêncio e pouco envolvimento dos paraibanos e nordestinos é sinônimo de dar evasão ao esperneio do Rio de Janeiro e Espirito Santo.
Chegou a hora da melhor partilha em favor de um Pais mais justo.
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“Quem sabe faz a hora/ não espera acontecer…”