A Economia Criativa que nos falta investir

{arquivo}A crise política sem fim no Estado não permite que vislumbremos – no caso os governantes e lideres políticos – a velocidade com que outras sociedades se movimentam em busca de gerar novos meios de sobrevivência e auto sustentação. Na Paraiba, infelizmente, o debate azedo e a falta de cultura mínima de relacionamento entre diferentes acaba que emperrando a nossa otimização de meios.

Teses à parte, sabemos que o mundo europeu e americano anda em forte crise financeira, na proporção inversa que o Brasil se mantém menos afetado com a fase externa sempre projetando grandes equipamentos ( siderurgias, refinarias, portos, etc), mas sem uma economia forjada na média e pequena empresas certamente que não haverá sustentação permanente.

Todos os entendidos em economia, ou não, sabem que a base está nessa faixa mais abaixo da pirâmide econômica.

Pois, como ensina a Mestre Tânia Barcelar, o Nordeste precisa gerar medidas e políticas mais consistentes para explorar e incentivar a Economia Criativa forjada nas áreas de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) com softwares, hardwares, design, artesanato, variáveis da comunicação e nas artes como um todo.

Cidades médias como Helsink, St Petersburg,  Rotterdam, Lyon, Frankfurt, etc têm criado um farto e ascendente mercado, exatamente em torno destes segmentos a envolver pequenas e médias empresas.

A Paraiba bem que poderia adotar como estratégia permanente a articulação de governos e sociedade (especialmente a dos construtores de sabedoria) visando construir nova vocação econômica, já que nos anos passados perdemos isso com a extinção da cultura do sisal, algodão, etc.

Precisamos sair do envolvimento pantanoso com a economia oficial (os governos) porque sem iniciativa pujante não teremos os estágios de crescimento continuado.

A cultura como fator de negócios

Poucos estados dispõem da quantidade e qualidade de artistas oriundos das mais diversas regiões paraibanas como o nosso. Na música, especialmente, no cinema, teatro, dança, etc – são inúmeras as listas de gente genial encantando o mundo das artes.

Mas, para se imporem no quesito sobrevivência, ou partem para outras cidades do Centro Sul ou (o que é extremamente nocivo) se entregam aos Governos de Plantão por falta de um mercado capaz de se auto sustentar.

Eis então a provocação, que faço: Não, não me refiro as políticas culturais oficiais, porque geralmente estas tendem a manipular, mas as de mercado mesmo com a ampliação das escolas de produtores capazes de atrair dos vários investidores a possibilidade de construção de novo espaço de auto sustentação do setor.

A propósito quem se habilita?

Alexandre Pé-de-Serra, um exemplo

O comentário chega a partir de uma audição do novo CD de Alexandre Pé-de-Serra, artista que o acompanho desde os primeiros passos como neófito no Castelo Branco III totalmente envolvido com a arte de reproduzir os valores cantantes e referenciais dos sertões, ultimamente envolvido com Monteiro – um pólo de talentos indiscutível.

Foi lá, com a turma inquieta e capaz da terra de Flávio José, que Alexandre produziu um novo CD de estilo e conteúdo de primeira.

Bem que as instituições e governos poderiam superar diferenças para investir nem atividades como as de Monteiro montadas na Industria Criativa que até hoje não foi identificada nem descoberta pelos governos.

Faz tem que a hora chegou, mas sempre é bem-vindo o apoio que vier.

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“Eu não viajo sozinho/
Deus é meu companheiro…”

 

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