Por que cultivamos tanto a politicagem?

Há meses que convivemos, sem parar, com o clima de embate político na cidade tendo como parâmetro de cenário a gestão do governador Ricardo Coutinho. Impressiona o fato dos ambientes sociais invariavelmente sempre terem em algum instante alguma abordagem sobre a crise política no Estado.

Permitam-me uma confissão despretensiosa, mas em nenhuma outra cidade por onde percorro e freqüento fora daqui consigo constatar tamanha realidade paraibana.

Recife, por exemplo, só escuto falar de política quando se está diante de alguma liderança política. Fora disso muito pouco se ouve no centro das conversas algo que traduza crise ou confronto político partidário. É do que menos se fala, aliás.

Como Salvador, Natal, Fortaleza, Rio, etc – os assuntos pontuados em cada encontro social se revezam tendo como foco central as questões econômicas, invariavelmente. Negócios, projetos, perspectivas, análises econômicas, em síntese, traduzem a realidade de estados e/ou capitais tomadas de investimentos continuados daí a pouca concentração de falas sobre política.

A rigor, se reparar direito, somos uma sociedade ainda muito dependente da economia oficial, dos recursos que brotam dos diversos governos, especialmente o Estadual, por isso mudanças bruscas na composição de cargos, gratificações, etc terminam afetando diretamente o comércio já que não temos outras fontes de renda significativas porque nossa industria é nanica e o agronegócios incipiente.

Está ai a explicação para essa mania que, volta e meia, enche o saco e se torna insuportável porque ninguém vive só de crise política.

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