Novo desperdício; será que não temos jeito?

A Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional possibilitou nesta segunda-feira uma oportunidade ÍMPAR a mais para que nossa classe política pudesse dar uma contribuição significativa, se não de unidade mas de civilidade, visando discutir um projeto macro de desenvolvimento para o Estado da Paraiba a partir de 2012. Mas mais uma vez desperdiçamos a oportunidade.

Concretamente, a maioria da bancada federal não se fez presente, da mesma forma que parlamentares ligados ao Governador Ricardo Coutinho, além de outras lideranças políticas porque, ao que parece, gostamos mesmo é discutir política de forma minúscula.

Trato desta questão por este enfoque porque nesta terça-feira (amanhã), a mesma comissão vai se instalar em Salvador, mas por lá o governador Jaques Wagner já disse que estará presente assim como as representações federal e estadual baiana. Ora, se é algo que atrai a atenção de um governante do tamanho político de Wagner, o que faz o nosso não adequar sua agenda para também se fazer presente até porque será o maior beneficiado.

Nesta segunda-feira, quem foi pode atestar, que o Congresso Nacional tem produzido uma ação efetivamente qualificada dando oportunidade a todos os Estados de se manifestarem buscando a equidade possível em meio a tantos interesses e reivindicações para produzir um orçamento mais justo em termos de Federação.

Em João Pessoa, por exemplo, ficamos sabendo das grandes obras estruturantes, a exemplo da Transnordestina (eixo Cajazeiras – Cabedelo), Porto de Águas Profundas, ampliação do Porto de Cabedelo, duplicação da BR 230 entre Campina até Cajazeiras, mas a nossa classe política em sua maioria resolveu dar as costas a este importante momento.

Perde a maioria parlamentar, mas ganha quem se dispõe a produzir meios de apoiar o desenvolvimento da Paraiba sem ranços e sem a política rasteira e incivilizada reinante em nosso Estado.

Por essas e outras estamos perdendo o “ bonde da história”.

Lamentavelmente.

Nomes aos Bois

O presidente da Comissão, senador Vital Filho, e os presidentes da LDO e PPAs, deputado federal Arlindo Chinaglia e Walter Pinheiro deram demonstração de serenidade e competência em sistematizar as propostas dentro do realismo indispensável porque nem tudo pretendido se consegue.

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“Cada um dá o que tem…”
 

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