{arquivo}Soube, superficialmente, que quem deixou João Pessoa, ontem, para nova temporada entre Portugal – Angola foi a Embaixatriz Maria João – mulher de fibra, autêntica e, ao longo dos últimos anos, apaixonada pela capital paraibana.
Afora a convivência com seletos grupos de pessoas, Maria João é das figuras que tem nas artes um fascínio danado para incentivar artistas talentosos, alguns deles já apresentados aos mercados do Exterior por puro encanto e paixão pelas artes.
Dias atrás, em pleno Palácio da Redenção, pela primeira vez ela formalizou o convite para que o Chefe de Estado paraibano possa conhecer Angola e, mais do que isso, estreitar as relações bi – camerais entre os dois Países.
Não tenho dúvidas em afirmar que, em se efetivando os entendimentos, os dois Polos na África e Brasil devem ganhar mutuamente porque entre os países de língua portuguesa, depois da nação brasileira, Angola é quem mais cresce de forma fenomenal já atraindo muitos paraibanos, hoje residindo por lá com resultados fantásticos.
Aliás, o governador bem poderia abrigar essa menção diplomática como forma de motivação no estreitamento também cultural entre os dois povos, algo que permitirá dividendos em diversos níveis inclusive na efetivação de bons negócios.
Se reparar direito, já são consideráveis os angolanos se formando em universidades públicas paraibanas, especialmente em João Pessoa.
A oportunidade está dada, agora só não se efetiva por desleixo ou falta de visão, algo que não se imagina para um governante ávido por atrair investimentos.