RECIFE – Cada vez mais que me aproximo fortemente de Pernambuco mais compreendo a distância rítmica de nosso desempenho desenvolvimentista paraibano diante dos Estados ao lado. Com base na realidade dos últimos tempos até hoje, chego à conclusão que nossos avanços dependem mais da ‘onda econômica’ a varrer o Nordeste do que propriamente de nossa capacidade de gestão e de projetos criativos.
Desprovido de qualquer senso professoral, posto que cada vez mais me sinto aluno da vida, penso que boa parte deste estágio de evolução forçada, e não construída, tem a ver com a educação atrasada de nossa elite, especialmente a da política. Ninguém tolera a diversidade, portanto não admite a divergência tão decantada em palanque.
Isto é tão verdadeiro que jamais, pelo menos nos últimos tempos, temos conseguido conviver com as diferenças de opinião – sempre tratadas pela ótica e sentimento de ódio, que desmantela o conceito de democracia plena daí os tantos projetos, que somados até já poderiam ter criado avanços, só que na prática inexistem porque a paternidade ou desejo de transformar os projetos em propriedades pessoais travam e explodem qualquer ânsia e construção de Pacto como tal convergente, aglutinador na direção do futuro.
Infelizmente, o Governo Ricardo Coutinho não consegue se livrar da aura malogra, talvez por isso construindo o modelo de gestão à base do tratamento diferenciado, distante da promessa de união geral, exagerando até na inserção do aparelho do Estado a intimidar pessoas ou instituições, caso as considere fora de seu espectro ideológico e político.
Isto decepciona porque, mesmo os não – alinhados de campanha de Ricardo, reproduziam a torcida para que, enfim, ele pudesse inaugurar nova fase republicana na essência, até porque não vivemos clima de guerra como pressupõe ideólogos e ativistas de um Governo distante do prometido.
É verdade que existem manifestações positivas na tentativa de estabelecer novo parâmetro entre coisa pública e privada, mas a cultura da revanche ou o sentimento de guerra difundido entre os militantes do ricardismo cria um fosso enorme entre promessa e realização.
O governador Ricardo Coutinho bem poderia ser mais humilde, admitir a audição de ponderações sensatas em torno dele, embora o entrave seja a cultura de que não sendo da célula do Coletivo a aliança é parcial, portanto, não entendida como absoluta porque pode mudar o humor político de alguns aliados, e assim o desperdício de tanto clamor para que ele arquive o estado beligerante numa época em que o mundo busca equidade e paz.
Pode ser contraditório mas, quando distante da análise pura e simples, me vejo possuído pela condição de cidadania paraibana torçendo muito para que o Governo Ricardo dê certo, aprume, construa as condições proativas de avanços sociais, entretanto, não são esses sinais que ele e sua legião expõem a cada dia.
Onde tudo vai terminar? –indagar-se-ia a meninada otimista da Torrelândia, com ilações de que em sendo assim certamente que o futuro não será no tal céu de brigadeiro.
Mas ainda há tempo de mudar para reproduzir o começo da promessa.
O saldo da dedicação e talento
Rachel Ruiz tem nome à base damistura brasileira com espanhola mas é, na verdade, a autêntica paraibana de valor que acaba de conquistar novo tento. Após estudos enavaliações, a Fundação Certificadora de Vinhos WSET, de origem inglesa, acaba de anunciar sua aprovação com nota máxima quando das provas em São Paulo.
Quem a conhece, contudo, sabe que este é um estágio primário para as pretensões ambiciosas de conquistar titulo a partir de Curso Internacional na Espanha, em outubro próximo.
Agora que ela é orgulho puro, isso ninguém esconde muito menos Afra e Tirone Soares..
ÚLTIMA
“É preciso amar/ as pessoas como se não houvesse amanhã..”