Ricardo: o saldo do feijão

A não – veiculação pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, da reportagem da Revista Veja, deste fim-de-semana, acusando o Ministro da Agricultura, Wagner Rossi, de negociatas quando da presidência da Conab envolvendo até feijão desperdiçado em João Pessoa acabou que reduzindo em muito a repercussão da matéria.

Aparenta, conhecendo-se a movimentação de bastidores, que os interlocutores do Governo junto à Rede Globo conseguiram dar demonstrações inequívocas de que a reportagem pode estar eivada de erros e/ou de dados improcedentes.

O líder do Governo, Cândido Vacarezza, até declarou na BAND que caberia ao ex-prefeito Ricardo Coutinho dar as explicações sobre o feijão desperdiçado – algo que ele advir fazê-lo no decorrer dos tempos, mas a declaração do juiz Aluizio Bezerra, responsável pelo processo, declarando que o alimento jogado no lixo chegara em João Pessoa com problema de qualidade extrai do líder do PSB um peso enorme.

Aluizio Bezerra disse mais: o processo foi arquivado por inexistir dolo.

Estes dois fatos (a inexistência da matéria no Jornal Nacional e a declaração do juiz estadual) penso que são sinais evidentes de que a denúncia, mesmo repercutindo muito em se tratando de Veja, não renderá como queria a editora provocando até o afastamento do Ministro porque nada disso acontecerá.

Por enquanto, tomando por base os dados de agora, trata-se de matéria requentada.

Na Globo local

O Jornal Segunda Edição, da Rede Paraíba de Televisão, trouxe a repercussão da denuncia / capa da Veja reportando-se aos dados da matéria reproduzindo ainda VTs da época em que foi denunciado a perda total das 8 toneladas do feijão com direito à posição do Governo Ricardo, através do advogado Gilberto Carneiro.

O Secretário de Comunicação, Nonato Bandeira, disse que desconhecia a informação e que oportunamente se pronunciaria.

Reação em curso

A decisão da Veja de assumir o papel da Oposição no Brasil ainda vai causar desdobramentos inimagináveis, não só na Justiça.

Dentro do núcleo duro de setores ligados ao Governo os indícios de que o ex-governador de São Paulo, José Serra, é o articulador da persistência de setores da Grande Mídia em sujar a imagem e desestabilizar a gestão Dilma devem provocar outras contra-reações.

Em sendo assim, como já disse, é imoral.

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“O olho que existe/ é o que vê…”


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