{arquivo}Há um clima preocupante no ar diante da decisão dos representantes de Poderes do Estado, em reunião nesta quarta-feira na Assembléia Legislativa, de recomendar ao presidente Ricardo Marcelo que promulgue a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012 sem vetos propostos pelo governador Ricardo Coutinho.
Objetivamente, o Executivo está isolado na condução do trato orçamentário para o futuro próximo em diante porque, sem ainda se configurar como rebeldia contundente, mesmo assim os Poderes constituídos deram um recado curto e grosso, ao adotarem esta posição: não aceitam mais a tutela e/ou intromissão do Governo nas projeções de custos das outras esferas.
Na prática, Judiciário, Legislativo, Tribunal de Contas e Ministério Público resolveram sair do pacto assumido nos primeiros meses de governo de conviver com a retração orçamentária, nem admitem mais que o orçamento de 2012 continue a gerar retrações financeiras para conter os ajustes comuns diante das demandas.
Na prática, ainda, a área financeira do Governo decididamente entrou em rota de colisão com os demais Poderes constituídos na Paraíba ao defender junto ao governador que inexistem redução do Duodécimo atribuindo tudo a comentários sem pé nem cabeça, porque com a nova posição assumida acabou o tempo de tolerância da maioria diante do predomínio unilateral do Executivo.
A Coluna já havia advertido para essa possibilidade que agora se materializa para valer exigindo novo reposicionamento do Executivo sob pena de crise insustentável mais na frente.