RECIFE – Deu para perceber no encontro dos governadores do Nordeste, ontem, com a presidenta Dilma Rousseff que a ordem prevalecente é de harmonia entre a base regional e o Poder Central, mas algum dia haverá de se colocar na mesa a urgente necessidade de que os grandes Estados (Bahia,Pernambuco e Ceará) possam contribuir com o melhor equilíbrio envolvendo os demais vizinhos porque senão vamos ter duas categorias de Nordeste: uma muito rica e outra sem deslanchar na mesma proporção.
O governador da Paraiba, Ricardo Coutinho, posicionou-se bem na fala produzida aos demais Pares e diante da Presidenta, mas quem fez o papel de nosso representante em fase outrora foi o governador do Piaui, Wilson Martins, quebrando o protocolo e fazendo reivindicações urgentes em face da crise na saúde, por exemplo, como em outros setores.
Ora, como a Presidenta não tem aberto a agenda para receber governadores no famoso “pede pede”, Wilson Martins utilizou-se desta realidade como forma de desabafar diante da agonia vivida no segmento saude – e vejam que o Piaui no Governo Lula foi amplamente beneficiado com grande volume de recursos e de obras tanto que melhorou o seu IDH.
Nesta particular, em algum tempo no futuro há de se ver reação mais forte do governador Ricardo para exigir do Governo Federal uma atenção mais firme no aporte de grandes obras motivadoras da nossa economia, que não apenas o reconhecimento da Presidenta de que nosso Estado e Alagoas precisam de uma renegociação das dividas.
O espírito outrora de Ricardo, na fase em que liderava todos os protestos das categorias sociais e econômicas, um dia precisará por em voga como forma de darmos um passo adiante porque a conformação dos tempos atuais não tem surtido efeito mais relevante para nosso futuro econômico.
Precisamos ir além do contentamento da proximidade da fábrica da FIAT em Goiana, vizinho de fronteira, porque estudos a que tivemos acesso na capital pernambucana –onde são muitos os grandes escritórios de projetos – a Paraíba tende a ser abrigo do que sobrará da economia pernambucana, sobretudo com os investimentos de Eduardo Campos no litoral norte, e este não é o melhor dos cenários de nosso desenvolvimento.
Ainda voltaremos ao assunto.