Mais polêmica sobre o Forró

Ao que parece está longe de terminar o debate sobre o não aproveitamento do “forró de plástico” versus valorização da arte e dos artistas paraibanos, a partir de declaração do Secretário de Cultura, Chico César. Via e-mail dois gabaritados experts em produção cultural nos aciona com opiniões com visões distintas sobre a questão.

Vamos ao que dizem Buda Lira e Gil Sabino:

Eis a opinião de Buda Lira

“Caro Walter, a frase do Chico César teve e tem um traço pedagógico marcante, inegalvelmente. Fico imaginando que se fosse dito que “o Governo pagaria somente aos trios de forró, forró pé de serra”, talvez não levantasse sacudisse tanta poeira. Mas, foi bom levantar, pois revela os pontos de vistas, de muitos que querem, sim, contribuir com o bom debate. Outros jogam pra galera, não temem esconder os interesses em jogo, e assim vai se montando um quadro revelador. É na Paraíba, em Pernambuco, Bahia e qualquer parte no mundo. Ainda bem que é!

Primeiro porque provoca um debate sobre o uso dos recursos públicos e o papel do estado como incentivador da cultura, com seus efeitos colaterais. É simplista e de má fé atribuir a frase uma intenção de censura. Não é atribuição do poder público local, leia-se Governo do Estado, controlar o que toca nas emissoras de rádio, nem tão pouco decidir quem deve ser contratado ou não para eventos públicos privados e/ou municipais.

Pode sim, o Governo investir – tudo indica que não será neste 2011 – na força criativa do seu povo, nas mais diferentes manifestações da tradiconal cultura paraibana, na geração de oportunidades de escolha, que muitas vezes não é oferecida pelo mercado. Basta ligar o rádio ver o que toca de forma avassaladora na progrmação de quase todas as emissoras paraibanas, nesse momento.

A expetactiva, com essa fala, é de que se possa mesmo redifinir os rumos da POLÍTICA CULTURAL no Estado da Paraíba.

Com a mudança de Governo, o povo de fato fez uma outra escolha!

Abs., Buda.

Uma outra leitura de Gil Sabino

“Walter, Muito bem colocados os seus parágrafos. Um leitura, sem dúvida alguma, pertinente e contemporânea.
Acredito que Chico Cesar tenha se expressado de forma inadequada, o que certamente gerou a polêmica.

Tivesse dito que o governo daria prioridade aos artistas locais, a cultura local, e tudo sairia bem. Porém, ao taxar pejorativamente ele escorrega.

Senão me engano é ele quem contrata shows de Axé da Bahia, como Daniela Mercury e o rock de Pitty também baiano, ou o pop rock de Paulinho Moska, do eixo Rio-S Paulo. Enfim, uma mera questão de retórica que sempre desfalcou o discurso improvisado do Jaguaribe Carne.

A Paraíba vai ter que sofrer muito ainda até acertar o caminho eocnomicamente correto nessa area artístico cultural, como turísmo e outras. Falta equipamento, falta capacitação para gestores do processo governamental para lidar com tais adversidades.

Enquanto isso… Le-rê, lê, lê… Lê lê, lerê, lê, lê, lereêeee…..
Abç. Gil Sabino”

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“Cada um dá o que tem…”

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